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Potencialidade dos extratos dos galhos de Amburana cearensis para o tratamento da COVID-19: química e estudos de docking

Processo: 20/14279-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2021
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Orgânica
Pesquisador responsável:Miriam Sannomiya
Beneficiário:Eliron Maia Souto Neto
Instituição-sede: Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Infecções por Coronavirus   COVID-19   Coronavirus da síndrome respiratória aguda grave 2   Pandemias   Produtos naturais   Amburana cearensis   Inibidores de proteases   SARS-CoV-2 Mpro   Protease tipo 3C de Coronavirus   Simulação de acoplamento molecular

Resumo

A COVID-19 é uma doença viral causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, capaz de acarretar diversos problemas respiratórios em seus hospedeiros, como a síndrome respiratória aguda grave (SRAG), além de ser altamente transmissível, o que proporcionou o acontecimento de uma pandemia. Trata-se de um evento recente, logo, não existem fármacos comprovadamente eficazes contra a doença, assim como vacinas, o que justifica a necessidade de se pesquisar extratos e/ou compostos eficazes contra a mesma e seus sintomas. Deste modo, os produtos naturais apresentam-se como alternativas interessantes devido ao seu destaque crescente na indústria farmacêutica, além de suas possíveis atividades contra o vírus, e.g. flavonoides, esteroides e fenóis, que através dos estudos de docking molecular podem ter suas interações com as proteínas do SARS-CoV-2 previstas e identificadas. A Amburana cearensis é uma planta nativa da Caatinga pertencente à família Fabaceae, rica em cumarinas, flavonoides, fenóis, esteroides, amburosídios, entre outros. As cascas de seu caule possuem propriedades broncodilatadoras, antiinflamatórias e analgésicas, por conta de compostos como o flavonoide isocampferida, com atividade citotóxica e broncodilatadora comprovada. Sugerindo assim que seja uma espécie potencial para o tratamento após contaminação do SARS-CoV-2, minimizando suas possíveis gravidades respiratórias. No entanto, não existem estudos químicos envolvendo os galhos desta espécie, o que seria muito menos prejudicial ao espécime estudado do que no caso de cascas do caule. Neste sentido, o presente projeto tem como objetivo estudar a química dos galhos a fim de isolar compostos, bem como avaliar seu potencial contra a COVID-19 através da realização de experimentos de docking molecular para verificar o acoplamento desses compostos à enzima Mpro do vírus, que caso comprovado, podem auxiliar no tratamento da doença. (AU)