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Emprego do Interferon beta e do 4-hidroxy-tempo no tratamento da Esclerose Lateral Amiotrófica em camundongos SOD1G93A

Processo: 20/15892-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de março de 2021
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2024
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Pesquisador responsável:Alexandre Leite Rodrigues de Oliveira
Beneficiário:Ana Laura Midori Rossi Tomiyama
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/05006-0 - Recuperação sensório-motora após axotomia de raízes medulares: emprego de diferentes abordagens experimentais, AP.TEM
Assunto(s):Sistema nervoso   Neuroglia   Microglia   Interferon beta   Esclerose amiotrófica lateral   Modelos animais de doenças

Resumo

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa, que acomete progressivamente os neurônios motores superiores e inferiores da medula espinal. Seus sintomas são principalmente fraqueza e atrofia muscular, que progridem até levar o paciente à óbito, geralmente por parada respiratória. A ELA pode ser classificada em: familiar (10%), que possui origem hereditária e esporádica, que representa a maioria dos casos (90%) e permanece com etiologia desconhecida. Em ambos os tipos, os sinais clínicos são consequências de mutações que causam excitotoxicidade no ambiente neuronal. Além disso, foi observada uma queda na expressão de MHC de classe I (MHC-I) no sistema nervoso. Essa molécula tem função clássica no sistema imune, mas também exerce importantes papéis no sistema nervoso, principalmente após lesões. Supõem-se que os astrócitos inibam a expressão de MHC-I pelos neurônios, impedindo que este exerça qualquer papel neuroprotetor. Tendo isso em vista, o objetivo do presente estudo foi verificar a influência do tratamento com o Interferon beta (IFN beta), uma citocina pró-inflamatória que induz aumento da expressão de MHC-I, na sobrevivência neuronal dos motoneurônios e na reatividade glial em camundongos transgênicos SOD1G93A. Para isso doses diárias (250, e 1000 e 10.000 UI) foram administradas, dos 70 aos 90 dias de vida (fase pré-sintomática). Assim, foram coletadas as medulas espinais para análise comparativa por imunofluorescência (gliose reativa) e coloração de Nissl (sobrevivência neuronal). Adicionalmente, os grupos experimentais passaram por avaliação motora no aparelho Rotarod, monitoramento do peso e score neurológico. Os resultados obtidos mostram que o tratamento com IFN beta, na menor dose (250UI), resultou em aumento significativo da sobrevivência neuronal. A astrogliose diminuiu nos grupos tratados, em comparação com o grupo veículo, sendo inversamente proporcional à dose testada. Em contraste, a reatividade microglial aumentou de maneira significativa no grupo que recebeu dose de 1000 UI, quando comparado ao veículo. Os testes motores de Rotarod, score e peso corporal não apresentaram diferenças significativas. A partir de tais resultados, decidimos acrescentar o tratamento com a molécula antioxidante Tempol (50mg/Kg), um mimético da enzima superóxido dismutase 1 (SOD1) e também a combinação do Tempol com o IFN beta (250UI), tanto no período pré-sintomático, quanto no período sintomático inicial (100 dias), além de acrescentar a técnica de citometria de fluxo, para ampliar o entendimento da eficácia dos tratamentos na reatividade glial. (AU)

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