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Mudanças climáticas e ambientais na Amazônia equatoriana documentadas por registros de d18O em espeleotemas

Processo: 20/16321-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2021
Vigência (Término): 30 de novembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Convênio/Acordo: National Science Foundation (NSF) e NSF’s Partnership for International Research and Education (PIRE)
Pesquisador responsável:Francisco William da Cruz Junior
Beneficiário:Angie Patricia Jiménez Iñiguez
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/50085-3 - PIRE: educação e pesquisa em clima das Américas usando os exemplos de anéis de árvores e espeleotemas (PIRE-CREATE), AP.TEM
Assunto(s):Paleoclimatologia   Espeleotemas   Cavernas   Monção da América do Sul   Zona de convergência intertropical   Amazônia

Resumo

O Sistema de Monção da América do Sul (SMAS) e a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) são os principais responsáveis pela convecção nas regiões tropicais e extratropicais da América do Sul. Apesar de vários estudos terem mostrado que ambos os sistemas são sensíveis à variabilidade solar, a relação entre SMAS e ZCIT não foi bem documentada no último milênio na sua área de influência na América do Sul. Reconstituir a história do paleoclima tropical tem sido difícil, particularmente na Bacia Amazônica, um dos principais centros de convecção atmosférica da Terra, em grande parte porque a maioria dos locais de estudo estão localizados na periferia da bacia e as interpretações podem ser complicadas por preservação de sedimentos, incertezas na cronologia e configuração topográfica. Para melhor compreender a variabilidade da ZCIT no passado é proposto um estudo de reconstituição paleoclimática a partir de isótopos estáveis de oxigênio e carbono em espeleotemas coletados na caverna Jumandy na bacia do rio Amazonas ocidental (Equador), uma região com poucos estudos sobre paleoclima. As estalagmites para este estudo serão comparadas com os registros ´18O publicados anteriormente dos Andes peruanos e da fronteira sul da Bacia Amazônica para a compreensão da evolução de ZCIT ao longo da Cordilheira dos Andes. Apesar dos avanços recentes nos estudos relacionados com a variabilidade do ZCIT no passado, o quadro paleoclimático sobre a região ainda está incompleto. Este projeto de pesquisa fornecerá registros de paleoclima de alta resolução para caracterizar os dados de paleoprecipitação sobre a região ZCIT no Equador. Ele será importante para o entendimento do fluxo de umidade sobre a Bacia Amazônica, em consequência fornecerá um conjunto de dados chave para estudos do ZCIT e sua relação com o SAMS e a forçante de insolação. (AU)