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Caracterização do risco de fenômenos tromboembólicos na COVID-19

Processo: 20/16105-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2021
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Fernanda Loureiro de Andrade Orsi
Beneficiário:Andréa Coy Canguçu
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/14172-6 - Investigação de aspectos fisiopatológicos e novas abordagens terapêuticas em doenças tromboembólicas, AP.TEM
Assunto(s):Hematologia   Infecções por Coronavirus   COVID-19   Coronavirus da síndrome respiratória aguda grave 2   Coagulação   Tromboembolismo   Trombose   Fatores de risco

Resumo

A infecção pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave-2 (SARS-CoV-2) é denominada doença pelo coronavírus 2019 (COVID-19). Nos estágios avançados, a resposta imune inflamatória do hospedeiro se torna desregulada, configurando a chamada "tempestade de citocinas" e levando à ativação de mecanismos de coagulação. Instala-se, então, o fenômeno de imunotrombose. As alterações de coagulação provocadas pela infecção por SARS-CoV-2 constituem a coagulopatia associada à COVID-19 (CAC). Exames de sangue e análises histopatológicas sugerem que o risco de fenômenos tromboembólicos seja maior entre pacientes com COVID-19 do que entre aqueles acometidos por outros tipos de síndromes respiratórias agudas graves (SRAG). Nesse contexto, identificar o padrão dos marcadores de coagulação e do acometimento vascular em uma coorte representativa de pacientes com COVID-19 permitirá a detecção precoce dos casos com maior risco de eventos tromboembólicos e a redução dos índices de mortalidade. O objetivo do estudo em questão é avaliar a frequência desses eventos em pacientes hospitalizados por COVID-19 e compará-la com a frequência desses eventos em outras SRAG que requerem hospitalização. Serão selecionados os primeiros 100 pacientes com resultado positivo para COVID-19 por método RT-PCR e os primeiros 100 pacientes com SRAG e resultado negativo para COVID-19, de ambos os sexos e acima dos 18 anos, internados no Hospital de Clínicas - UNICAMP de 10 março a 31 julho de 2020. Os parâmetros clínicos a serem avaliados serão divididos em: i) características basais dos pacientes; ii) sintomas; iii) características laboratoriais; ix) tratamento medicamentoso durante internação; e x) complicações vasculares. As características basais dos pacientes serão submetidas à análise descritiva. Serão avaliados o risco absoluto de eventos tromboembólicos (pelo cálculo de número de eventos totais sobre o total de pessoas-tempo) e os fatores de risco associados (por análises de regressão logística) nos dois grupos de pacientes. Ao final do estudo, espera-se confirmar a suspeita de que pacientes hospitalizados com COVID-19 apresentam maior risco de eventos tromboembólicos em comparação a pacientes com outras SRAG que requerem hospitalização. (AU)