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Estudo paleomagnético de unidades geológicas Paleo a Mesoproterozoicas do Cráton Amazônico: implicações para a paleogeografia do Supercontinente Columbia

Processo: 20/11819-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2021
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2025
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geofísica
Pesquisador responsável:Manoel Souza D'Agrella Filho
Beneficiário:Fabiana Pereira Lasmar
Instituição-sede: Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/06114-6 - O Sistema Terra e a evolução da vida durante o Neoproterozoico, AP.TEM
Assunto(s):Paleomagnetismo   Paleogeografia   Mesoproterozoico   Neoproterozoico   Cráton Amazônico   Colúmbia (supercontinente)   Supercontinentes

Resumo

Compreender a paleogeografia dos continentes ao longo do tempo é crucial para o entendimento da geodinâmica da Terra. Nesse sentido a reconstrução do supercontinente Columbia, sua ruptura e a posterior formação do supercontinente Rodínia são debatidas constantemente. Apesar da crescente obtenção de dados paleomagnéticos para os possíveis crátons constituintes do Columbia, os processos geodinâmicos que resultaram em sua formação, além da sua posterior longevidade, ainda não são bem conhecidos. As informações sobre a evolução de supercontinentes provêm de estudos individuais nos crátons em diversas partes do mundo, logo, neste projeto pretende-se definir com maior precisão a paleogeografia e a evolução do Columbia, até a formação do Rodínia, a partir de novos dados paleomagnéticos e geocronológicos obtidos para o Cráton Amazônico, entre os períodos Estateriano e Ectasiano. As unidades Estaterianas a serem estudadas são representadas pela Formação Quarenta Ilhas (AM), situada no Escudo das Guianas e a Suíte Intrusiva Vespor (MT) e o Grupo Colider (MT), localizadas no Escudo do Brasil Central. Datações geocronológicas indicam idades em torno de 1780 Ma para estas formações, cujos estudos serão importantes para testar modelos geológicos propostos para o Columbia, tal como o modelo SAMBA (South AMerica and BAltica) em que o Cráton Amazônico aparece unido à Báltica. Pretende-se também estudar a soleira máfica Mata-Matá localizada no sul do Estado do Amazonas, com idade de 1570 Ma, além de unidades mais recentes, como o Complexo máfico-ultramáfico Trincheira e a Suíte Intrusiva Canamã, esta com idade U-Pb de 1230 Ma, ambos situados no noroeste do Estado do Mato Grosso. A idade do Complexo Trincheira é ainda incerta, podendo ser correlacionável ao Complexo máfico Colorado, datado em 1350 Ma e situado em Rondônia, próximo à divisa com o Mato Grosso. Assim, pretende-se fazer a datação U-Pb destas amostras e de outras que eventualmente sejam necessárias. O estudo da mineralogia magnética e testes de campo embasarão o estudo paleomagnético para a definição de polos paleomagnéticos de referência, possibilitando a construção da curva de deriva polar aparente para o Cráton Amazônico, a reconstrução paleogeográfica do supercontinente Columbia, sua posterior quebra e formação do Rodínia no Neoproterozóico. (AU)

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