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O Oceano Charrua e o registro toniano na região Sul brasileira: história ígnea e metamórfica do Terreno São Gabriel

Processo: 20/13705-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de abril de 2021
Vigência (Término): 31 de março de 2025
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Miguel Angelo Stipp Basei
Beneficiário:Ana Paula Agostinelli dos Santos
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/03737-0 - O Cráton Rio de la Plata e o Gondwana Ocidental, AP.TEM
Assunto(s):Geotectônica

Resumo

O Terreno São Gabriel (TSG) é o único segmento crustal da região sul do Brasil composto por rochas de idade toniana de caráter juvenil, representando o mais preservado remanescente ofiolítico existente no Gondwana Ocidental. O TSG compreende associações de rochas de ambiente de arco magmático (complexos metavulcanossedimentares e ortognaisses, associações de prisma acrescionário e complexos ofiolíticos) e de margem passiva (sucessões metassedimentares). As idades disponíveis variam de 0,96 a 0,70 Ga com picos em 0,9-0,82 Ga e 0,77-0,69 Ga. A principal área fonte para os complexos associados ao arco é o magmatismo de arco intraoceânico relacionados ao eventos orogênicos Passinho (0,9-0,85 Ga) e São Gabriel (0,78-0,72 Ga). Por apresentar uma evolução cuja idade difere tanto dos crátons Rio de la Plata e Paranapanema quanto do Cinturão Dom Feliciano, o TSG é uma peça chave no entendimento da articulação entre estes domínios. Este projeto, baseado em observações de campo, petrografia e geoquímica isotópica, visa a caracterização da estrutura, cinemática, metamorfismo e idade dos ofiolitos e sucessões metamórficas observadas no TSG. Os estudos aqui propostos visam decifrar o significado dos eventos magmáticos e tectônicos associados às etapas iniciais das orogenias neoproterozoicas no sul do Brasil. Assim, a partir da discriminação entre os terrenos tonianos e as unidades tectônicas e litoestruturais mais jovens Criogenianas-Ediacaranas, pretende-se a inserção destes dados nos modelos tectônicos regionais existentes. (AU)