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O ethos sombrio do objeto editorial Barbazul, de Anabella López: um estudo discursivo-midiológico de sua formalização material

Processo: 20/10767-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2021
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2021
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística
Pesquisador responsável:Luciana Salazar Salgado
Beneficiário:José Victor Rodrigues de Andrade Messias
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Cenografia   Editoração   Ethos   Acontecimento discursivo   Competência discursiva   Análise do discurso

Resumo

Este projeto nasce na rede de pesquisas do Laboratório de Escritas Profissionais e Processos de Edição - LABEPPE (UFSCar - CEFET MG), mais propriamente em um de seus grupos, o GP Comunica - inscrições linguísticas na comunicação (UFSCar/CNPq), para estudar a formalização material (FLUSSER, 2012) do objeto editorial "Barbazul", de Anabella López, pulicado no Brasil em 2017. A abordagem assumida é discursivo-midiológico, isto é, pautada no quadro da análise de discurso de tradição francesa, considerando sobretudo formulações de Dominique Maingueneau (2008), com acréscimos dos estudos das mediações, conforme propõe Régis Debray (2000). De partida, consideramos alguns aspectos flagrantes nesse objeto editorial que atendem ao que se pode referir por gotificação, estilização muito frequente em versões de textos, filmes e outras formas de expressão editáveis que exaltam os aspectos sombrios dos contos de fadas (BETTELHEIM, 1986), elementos esses que despertam o interesse de públicos cada vez mais amplos, como se pode notar em registros diversos (Cf. acervo Publishnews). Esse fenômeno se produz, segundo a perspectiva acima delimitada, uma mudança do ethos discursivo em histórias amplamente conhecidas: no caso em tela, o que se passa com a história do canônico Barba Azul nesta nova formalização material? Etiquetada como um livro infantil, seu aspecto sombrio põe questões sobre o modo como retoma o personagem consagrado e, diante disso, entendemos que a técnica está posta no centro da produção desses sentidos: é a relação entre técnica e produção de sentidos o que pretendemos investigar. Para tanto, assumimos como referência um trabalho dessa rede de pesquisas, uma metodologia levada a cabo em PRIMO, 2019 (Processo Fapesp 2017/02030-5) para entender como um livro referido pela autora como sendo "para todas as idades", tem a indicação "Leitor Fluente" da editora, isto é, "pessoas com dez anos ou mais". Em síntese, interessa-nos entender como, nessas condições de produção, emerge o ethos discursivo dessa cenografia gótica, que se constitui também na sua materialidade inscricional - um tema bastante candente nos atuais estudos da edição (RIBEIRO, 2016; SALGADO, 2017; MUNIZ Jr., 2018).