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Derivação e validação de painel de miRNAs circulantes como marcadores de formas graves da COVID-19

Processo: 20/07922-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2021
Vigência (Término): 30 de abril de 2024
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Fernanda Loureiro de Andrade Orsi
Beneficiário:Camila de Oliveira Vaz
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Patologia clínica   Infecções por Coronavirus   COVID-19   Coronavirus da síndrome respiratória aguda grave 2   Citocinas   Inflamação   Biomarcadores   MicroRNAs   MicroRNA circulante   Epigênese genética

Resumo

A doença pelo coronavírus 2019 (COVID-19) é uma infecção aguda do trato respiratório causada pelo coronavirus da síndrome respiratória aguda grave - 2 (SARS-CoV-2). Aproximadamente 80% dos pacientes com COVID-19 tem sintomas leves a moderados, 13,8% tem doença grave (dispneia, taquipneia, hipóxia) e 6,1% tem evolução para quadros críticos (insuficiência respiratória, choque séptico ou disfunção de múltiplos órgãos). A letalidade da COVID-19 é em torno de 4%. Casos graves, que requerem internação, se manifestam após aproximadamente 7 a 8 dias do início da doença, e a progressão para a forma crítica ocorre em média após o 11º dia de sintomas. A patogênese da COVID-19 está provavelmente relacionada a invasão do SARS-CoV-2 nas células epiteliais das vias aéreas combinada com a reação imunológica do hospedeiro. A resposta inflamatória sistêmica não controlada, resultado da liberação de grandes quantidades de citocinas pró-inflamatórias, é o principal mecanismo por trás da síndrome respiratória aguda grave e da falência de múltiplos órgãos, principais causas de morte na COVID-19. A forma de interação do SARS-CoV-2 com a célula do hospedeiro e os fatores associados a progressão para quadros mais graves da COVID-19 não são conhecidos. É possível que mecanismos epigenéticos, como a regulação gênica pela ação de microRNAs (miRNAs,) estejam por trás das alterações imunológicas associadas a COVID-19. O objetivo principal do estudo é identificar um painel de miRNAs circulantes do hospedeiro capaz de servir como biomarcador de casos de COVID-19 com maior risco de progressão para a forma crítica da doença e óbito. Para tal, selecionaremos duas coortes de pacientes hospitalizados por COVID-19. A primeira, composta por 20 pacientes, para derivação dos miRNAs diferencialmente expressos em pacientes com evolução para quadros críticos e a segunda coorte, composta por 100 pacientes, para validação do perfil de miRNAs associados a gravidade da doença. Ambas as coortes serão testadas em 2 momentos: admissão e no 4º dia de internação ou na data em que apresentarem sintomas críticos. A triagem de miRNAs diferencialmente expressos na forma crítica da COVID-19 será feita pela técnica de Sequenciamento de miRNA (miRNA-Seq) e a validação dos miRNAs por RT-qPCR. Para a construção de um painel (assinatura) de miRNAs utilizaremos análises de regressão logística múltipla. Serão identificados, ainda, potenciais vias de sinalização e processos biológicos associados aos miRNAs validados, que sejam relevantes para a patogênese da COVID-19. A identificação de miRNAs marcadores de gravidade e suas possíveis vias de ação patológicas na COVID-19 contribuirá para a identificação de casos com maior risco de desfecho fatal e para o melhor entendimento da patogênese da doença. Além disso, facilitará o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas baseadas no silenciamento de genes com ação patológica. (AU)