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Avaliação ultrassonográfica do testículo de pacientes submetidos à herniorrafia inguinal bilateral: Ensaio clínico comparativo entre as técnicas de Lichtenstein e Laparoscópica

Processo: 20/05993-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2021
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Sergio Henrique Bastos Damous
Beneficiário:Victor Andre Borges
Instituição-sede: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Hérnia inguinal   Laparoscopia   Ultrassonografia   Cirurgia geral

Resumo

O tratamento da hérnia inguinal mudou consideravelmente nos últimos 15 anos. O tratamento com telas reduziu as taxas de recorrência, a dor pós-operatória e facilitou o retorno das atividades, entretanto, a preocupação com a função testicular e a fertilidade aumentou. As principais vantagens da via laparoscópica em relação a via aberta são o menor tempo de hospitalização, retorno precoce às atividades e menor incidência de dor e dormência crônica. Entretanto, com relação aos efeitos da herniorrafia sobre a função testicular, os dados disponíveis na literatura permanecem incertos, independente da técnica utilizada. Sendo assim, este projeto tem como objetivo avaliar os aspectos ultrassonográficos do testículo de pacientes submetidos à herniorrafia bilateral. Para tanto, será realizado um ensaio clínico randomizado em que serão comparadas as técnicas de Lichtenstein e Laparoscópica, em pacientes com idade entre 20 e 60 anos, com hérnia inguinal bilateral primária e redutível. Serão critérios de exclusão: pacientes ASAeIII, antecedente de doença ou trauma testicular, doenças que podem cursar com infertilidade, problemas de fertilidade ou sexuais, antecedente de cirurgia ou radioterapia pélvica, presença de hérnia recidivada, encarcerada, femoral ou inguino-escrotal, uso de gonadotrofinas ou esteroides anabolizantes. Em todos os casos será utilizada a tela de polipropileno. Os tipos de hérnia serão classificados no intra-operatório de acordo com a classificação de Nyhus. As complicações intra-operatórias e o tempo total do procedimento serão registrados. Os pacientes serão avaliados em dois tempos: no pré-operatório (dia da cirurgia) e 90 e 180 dias após a cirurgia. A perfusão testicular será avaliada por USG Doppler por meio da medida da velocidade de fluxo sanguíneo (cm/s) das artérias testicular, capsular e intratesticular.