| Processo: | 21/02116-2 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2021 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2022 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada |
| Acordo de Cooperação: | NERC, UKRI |
| Pesquisador responsável: | Rafael Silva Oliveira |
| Beneficiário: | Maria Júlia de Oliveira Alves da Silva |
| Instituição Sede: | Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 19/07773-1 - Restaurando ecossistemas neotropicais secos - seria a composição funcional das plantas a chave para o sucesso?, AP.TEM |
| Assunto(s): | Ecossistemas Cerrado Incêndios florestais Restauração ecológica Restauração florestal Resiliência e desastres naturais |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Dinâmica de ecossistemas abertos | Ecologia da restauração | Ecologia do fogo | Estrato herbáceo-arbustivo | Fire ecology | Ground layer | Open ecosystems dynamics | Restoration ecology | Ecologia de Restauração |
Resumo A restauração dos ecossistemas abertos tropicais só será possível quando desvendarmos a sua ecologia e os atributos que garantem a sua resiliência frente a distúrbios naturais e antrópicos. Esses ecossistemas, resilientes e dependentes de queimas periódicas, apresentam um conjunto de atributos funcionais que garante a rápida rebrota após a passagem do fogo. Tais atributos são cruciais para manter os feedbacks positivos entre fogo, estrutura da vegetação e funcionamento do ecossistema. Portanto, é esperado que uma área em processo de restauração apresente pelo menos parte desses atributos. Sabemos que as fisionomias campestres secas do cerrado têm como principal estratégia de regeneração a rebrota e expansão vegetativa, assim esse é o principal grupo funcional que deveria ser reintroduzido em áreas em restauração. No entanto, a literatura é escassa para as formações campestres úmidas, vegetação de extrema importância para a manutenção de serviços ecossistêmicos, tais como produção de água e estoque de carbono no solo. Dessa maneira, temos como objetivo caracterizar a composição florística e funcional e as estratégias dominantes de regeneração em comunidades vegetais do campo úmido e avaliar como queimas prescritas em diferentes estações do ano afetam a abundância relativa das estratégias recuperação pós-fogo. Especificamente, testaremos as seguintes hipóteses: (i) A composição florística e funcional das comunidades queimadas em diferentes estações será distinta quando comparadas entre si e com comunidades não queimadas e (ii) As estratégias de regeneração da comunidade vegetal após a queima irão diferir quando o fogo é aplicado em diferentes épocas do ano. Para tanto, iremos demarcar e aplicar queimas prescritas em parcelas (i) no meio da estação chuvosa, (ii) no começo e (iii) meio da estação seca. Adicionalmente, serão instaladas parcelas controle para caracterizar a comunidade na ausência do fogo. Em cada parcela, será identificada e registrada a densidade de todas as espécies. Adicionalmente, atributos funcionais relacionados à capacidade de regeneração serão observados em campo e, também, classificados com base na literatura. Esperamos que as comunidades amostradas apresentem diferentes estratégias de recuperação diante das diferentes estações de queima, e que essas estratégias irão resultar em comunidades florística e funcionalmente dissimilares. Os resultados desse projeto irão contribuir para informar o manejo do fogo, além de elucidar os atributos que garantem a resiliência de áreas campestres úmidas do Cerrado e que necessitam ser considerados nos projetos de restauração ecológica, alinhando-se diretamente com os objetivos do projeto temático # 19/07773-1. | |
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