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Análise do uso de hemocomponentes em UTI no Brasil: relato de caso

Processo: 20/10177-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2021
Vigência (Término): 31 de março de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Isabel Cristina Céspedes
Beneficiário:Fernanda Flores de Alencar Colares
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Medicina transfusional   Transfusão de sangue   Unidades de terapia intensiva   Hemocentro

Resumo

As transfusões sanguíneas estão entre os tratamentos mais prescritos pelos médicos, principalmente em pacientes com anemia. Embora a terapia transfusional possa ser benéfica em muitos casos, estudos indicam que ela tem sido utilizada excessivamente, colocando os pacientes em risco, uma vez que o uso de hemocomponentes pode estar associado a várias complicações, como infecções e reações imunológicas. Nesse contexto, tem sido recomendada uma abordagem mais conservadora em relação à prática transfusional, com a adoção de limites mais restritivos e individualizados. Nas unidades de terapia intensiva (UTIs), essa abordagem tem potencial promissor, haja vista que se trata de um contexto em que a anemia e o uso de hemocomponentes são frequentes. Considerando-se esse cenário, o objetivo desse trabalho é realizar levantamento de dados a fim de analisar a conduta transfusional em pacientes de UTIs no Brasil. Para isso, realizaremos coleta retrospectiva de dados do ano de 2019 no Hemocentro vinculado à Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), responsável por atender cinco grandes hospitais da região metropolitana de São Paulo (SP). A coleta será realizada através de dois documentos utilizados pelo hemocentro: (1) requisição de transfusão de hemocomponentes e (2) controle de transfusão de hemocomponentes. Nossa hipótese é de que a prática transfusional ocorra excessivamente nos pacientes em UTIs, não alinhada à tendência atual de redução do uso de hemocomponentes. Após análise estatística dos dados, esperamos avaliar a maneira como os hemocomponentes têm sido utilizados no Brasil, contribuindo com a implantação de programas de gerenciamento de sangue no país, a fim de otimizar o cuidado nas UTIs e reduzir os custos relacionados à prática transfusional excessiva.