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Estratégia geológica para o estudo dos moluscos de água doce aptianos do Grupo Santana, Bacia do Araripe, Brasil: significados paleoambiental, paleogeográfico e bioestratigráfico

Processo: 20/15609-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2021
Vigência (Término): 30 de setembro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Marcello Guimarães Simões
Beneficiário:Victor Ribeiro da Silva
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Cretáceo   Sistemática   Tafonomia   Paleontologia

Resumo

Moluscos bivalves do Cretáceo brasileiro foram, em geral, amplamente estudados desde a segunda metade do século XIX. No entanto, ainda que essa assertiva seja verdadeira para os bivalves das bacias sedimentares de Sergipe e Paraná, o mesmo não pode ser dito a respeito da Bacia do Araripe, nordeste do Brasil. Outrossim, quando em comparação com outras localidades Sul-Americanas, como a Argentina, existem lacunas notavelmente grandes no conhecimento acerca do registro paleontológico de moluscos do Cretáceo brasileiro, bem como de outros grupos de invertebrados. Aliado a isso, também chama a atenção a quase completa ausência de referências que tratam dos bivalves dulcícolas deste período, grupo notadamente importante como indicador paleoambiental e paleogeográfico. O presente projeto de pesquisa se enquadra neste contexto, tendo como objetivo (i) contribuir para o avanço do conhecimento taxonômico das assembleias de bivalves dulcícolas do Grupo Santana (Aptiano), Bacia do Araripe, fornecendo assim dados sobre composição faunística e evolução; (ii) definir os processos tafonômicos básicos geradores das assembleias aptianas de bivalves dulcícolas que, por sua vez, podem, no futuro, auxiliar na interpretação da gênese de outras concentrações fossilíferas ricas em moluscos em outras sucessões sedimentares mesozoicas; (iii) aprimorar os conhecimentos básicos sobre paleoecologia, especialmente paleoautoecologia, de bivalves dulcícolas, adicionando assim dados valiosos referentes à interpretações de ambientes sedimentares e (iv) determinar com precisão as distribuições estratigráfica e geográfica de espécies de bivalves dulcícolas no Grupo Santana, visando refinar biocorrelações intra e interbasinais. A hipótese a ser verificada é a de uma origem predominantemente não-Gondwânica para os moluscos dulcícolas do Eocretáceo do nordeste brasileiro, bem como o possível estabelecimento de uma ligação com faunas Eurasianas. Tais questões possuem profundas implicações paleogeográficas e geocronológicas, relacionadas à história geológica do Gondwana, bem como aos padrões de dispersão dos táxons detectados. Finalmente, estes dados também podem contribuir de maneira decisiva para o estabelecimento de esquemas de biocorrelação com terrenos cretáceos do norte Africano.