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Avaliação da conexão inter-hemisférica do córtex pré-frontal medial na resiliência e susceptibilidade ao estresse psicossocial em camundongos fêmeas e machos: porque o lado importa

Processo: 20/15216-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2021
Vigência (Término): 30 de abril de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Ricardo Luiz Nunes de Souza
Beneficiário:Gessynger Morais Silva
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Córtex pré-frontal   Depressão   Resiliência psicológica   Suscetibilidade

Resumo

Apesar da conhecida associação entre o estresse e o desenvolvimento de diversos transtornos psiquiátricos, nem todo indivíduo exposto a situações adversas e estressantes desenvolve tais transtornos. Isso se deve a características individuais, que determinam a maneira como cada indivíduo lida e se adapta às adversidades, culminando com a sua resiliência ou susceptibilidade ao estresse. A grande prevalência desses transtornos, aliada a baixa eficácia e alta taxa de efeitos adversos da terapia farmacológica atualmente disponível torna o entendimento dos mecanismos relacionados a essa resiliência e susceptibilidade importante no descobrimento de novos alvos terapêuticos. Nesse sentido, a lateralização funcional do córtex pré-frontal medial (CPFm) e sua alteração relacionada à exposição crônica ao estresse tem ganhado importância nos últimos anos. Resultados recentes sugerem que o estresse crônico induz alterações duradouras no CPFm, diminuindo a atividade do CPFm esquerdo (CPFmE) e induzindo um aumento da atividade do CPFm direito (CPFmD), resultando nas alterações comportamentais encontradas nos indivíduos susceptíveis ao estresse. Considerando a extensa conexão inter-hemisférica e o tônus inibitório existente entre o CPFmE e o CPFmD, nossa hipótese é que alterações na atividade dessas projeções durante a exposição a eventos estressantes esteja relacionada com a susceptibilidade ao estresse. Para testar essa hipótese, esse trabalho tem o objetivo de avaliar o efeito da manipulação quimiogenética das projeções inter-hemisféricas do CPFm em um modelo animal de estresse psicossocial na resiliência e na susceptibilidade ao estresse, além de caracterizar morfologicamente as projeções inter-hemisféricas do CPFm em fêmeas e machos, uma vez que é conhecida a maior susceptibilidade de fêmeas ao desenvolvimento de transtornos de humor relacionados ao estresse.