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Sinalização de incretinas na progressão tumoral em modelo experimental de Câncer Colorretal associado à Colite

Processo: 20/14388-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de abril de 2021
Vigência (Término): 31 de março de 2024
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Alvaro Pacheco e Silva Filho
Beneficiário:Eloisa Martins da Silva
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/05264-7 - Metabolismo celular, microbiota e sistema imune: novos paradigmas na fisiopatologia das doenças renais, AP.TEM
Assunto(s):Sistema endócrino   Células enteroendócrinas   Incretinas   Hormônios   Progressão da doença   Neoplasias colorretais   Colite

Resumo

Atualmente, estima-se que o número de casos de pessoas com Câncer e de mortes decorrentes dele seja de 18,1 e cerca de 9,6 milhões, respectivamente. O Câncer Colorretal (CCR) é o terceiro tipo com maior incidência. O Câncer Colorretal associado à Colite (CAC) é um subtipo de CCR que está ligado com uma inflamação intestinal, de difícil tratamento e com alto índice de mortalidade. O epitélio intestinal é composto por células imunes (linfócitos T e B, macrófagos e células dendríticas) e células não imunes, como os enterócitos, células enteroendócrinas, as células de tuft, as células caliciformes e células de Paneth. Em aproximadamente 35% dos CRC a diferenciação das células enteroendócrinas (CEE) é detectada. Elas representam cerca de 1% do epitélio, sintetizam e secretam peptídeos hormonais mediante estimulação, sendo cruciais para inflamação intestinal. Os hormônios produzidos pelas CEEs fazem parte de uma classe denominada Incretinas (GLP-1 e GIP) ambos com efeito insulinotropico e são usados em terapias de pacientes com Diabetes Tipo II. Atualmente, a progressão de Cânceres de pâncreas, fígado e intestino tem sido associada aos hormônios do grupo das incretinas. Em modelos de animais, agonistas do receptor de uma das incretinas produzidas pelas CEEs (GLP-1R) funciona como regulador da tumorigênese intestinal e outro hormônio do mesmo grupo, o GIP, já foi evidenciado como possível estimulador de proliferação de células em CCR. Entretanto, não está esclarecido à influência dos agonistas aos receptores dos hormônios GLP-1 e GIP e inibidores da enzima DPP-4 no desenvolvimento e progressão do CAC. Sendo assim, nossa hipótese de trabalho é que agonistas dos hormônios GLP-1 e GIP e inibidores da enzima DPP-4 modulem a resposta antitumoral e, consequentemente, influenciem a progressão do CAC. Os resultados preliminares mostram que existe uma diferença significativa de genes relacionados às incretinas e a enzima DPP-4 em estudo de pacientes com CRC, o que aponta para um papel significativo desses genes na progressão da doença que deve ser melhor elucidado. Desta forma, neste estudo, esperamos elucidar a importância dos hormônios GLP-1 e GIP e da enzima DPP-4 no desenvolvimento de câncer colorretal associado à colite e obter dados inovadores que possam ajudar no entendimento e novas terapias para pacientes. (AU)