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Violência doméstica, pentecostalismo e novas pedagogias eleitorais

Processo: 20/14909-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2021
Vigência (Término): 30 de junho de 2022
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política - Comportamento Político
Pesquisador responsável:Adrian Gurza Lavalle
Beneficiário:Jacqueline Moraes Teixeira
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07616-7 - CEM - Centro de Estudos da Metrópole, AP.CEPID
Assunto(s):Estudos de gênero   Religiões   Violência doméstica   Pentecostalismo   Violência de gênero   Divórcio   Direitos da mulher   Direita (ideologia política)   Liderança política

Resumo

A emergência da Lei 11.340/06 também conhecida como lei "Maria da Penha" que regula e criminaliza a violência doméstica aparece como diretriz fundante de alguns projetos desenvolvidos em igrejas pentecostais e neopentecostais. Os projetos reúnem uma equipe de profissionais tais como advogadas, psicólogas e assistentes sociais, e visa oferecer assistência jurídica e psicológica a mulheres que procuram o atendimento em delegacias denominadas "delegacias da mulher". Pretendo analisar - a partir de um conjunto de materiais produzidos pelos projetos, que compreende desde reuniões temáticas até relatos publicados como livros biográficos -, a produção de pedagogias para a ação política de mulheres, algo que têm se desdobrado na ocupação por parte das lideranças desses mesmos projetos, de cargos públicos nas casas legislativas municipais, estaduais e federais. Nesse processo, a categoria divórcio se desenha como um caminho primeiro para o aprendizado da relação heterossexual saudável, e o degrau necessário rumo a conversão. A concepção de afetividade saudável e o desenvolvimento constante de uma pedagogia que visa o cuidado de si tornam-se linguagens substanciais de produção de um sujeito feminino que deve afastar-se da condição jurídica de sujeito de sofrimento para assumir o relato público como "crente civil". (AU)