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Efeito da idade e da hipertensão arterial sobre a qualidade dos espermatozoides e a microcirculação testicular de ratos

Processo: 20/12616-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2021
Vigência (Término): 31 de maio de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Stephen Fernandes de Paula Rodrigues
Beneficiário:Nicolle Rakanidis Machado
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Hipertensão   Envelhecimento   Espermatozoides   Estresse oxidativo   Microcirculação   Western blotting   Microscopia intravital   Análise do sêmen   Modelos animais de doenças

Resumo

A qualidade do sêmen tem se destacado como biomarcador da saúde global do homem. Diversas doenças culminam em alterações na qualidade dos espermatozoides e paralelamente é observado que homens com menor qualidade seminal possuem probabilidade aumentada de mortalidade nos anos conseguintes, quando comparados aos que possuem qualidade seminal sem alterações. Dentre as doenças que afetam os espermatozoides, a hipertensão arterial sistêmica (HA) tem se destacado pela alta prevalência, por ser frequentemente mais severa em homens, subdiagnosticada e de complexo manejo farmacológico a longo prazo. Além da impotência sexual, também tem sido observado em indivíduos hipertensos comprometimento da qualidade do sêmen, especialmente em indivíduos até 50 anos, o que, de acordo com o que demonstramos recentemente em modelo animal de HA, parece advir em grande parte de alterações na microcirculação testicular, mais precisamente no aumento da vasomotricidade frente à estímulo noradrenérgico e, consequentemente, na geração de ambiente hipóxico. Além da HA, outro fator que pode comprometer a microcirculação testicular é o envelhecimento. De fato, com o avançar da idade ocorre uma deterioração simultânea de várias funções celulares interconectadas, como: perda da proteostase, disfunção mitocondrial, senescência celular, encurtamento dos telômeros, acúmulo de danos ao DNA e geração excessiva de espécies reativas de oxigênio (EROs), as quais podem levar ao comprometimento da microcirculação em vários órgãos, incluindo os do sistema reprodutor. Importante ressaltar que muitas dessas alterações já estão presentes em indivíduos com HA, mesmo nos mais jovens. Assim, tanto a HA quanto o envelhecimento são fatores que, isoladamente, podem influenciar o sistema reprodutor masculino, mas não se sabe, ao certo, qual a exata influência desses fatores combinados sobre a qualidade dos espermatozoides e a microcirculação testicular. Desta forma, nosso projeto visa preencher esta lacuna. Para isto, utilizaremos ratos Wistar machos normotensos jovens (20 a 24 semanas de idade) e idosos (60 a 66 semanas de idade) e ratos espontaneamente hipertensos (SHR) da mesma idade. Serão realizados os seguintes ensaios: (I) Medida da pressão arterial (PA) indireta; (II) Medida da vasomotricidade, da aderência de leucócitos aos vasos sanguíneos e da produção de EROs na microcirculação testicular, por microscopia intravital; (III) a expressão de proteínas relacionadas à hipóxia e ao estresse oxidativo nos testículos, por western blotting; e (IV) a qualidade dos espermatozoides.