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Quitina de Paracoccidioides brasiliensis: papel na relação patógeno-hospedeiro

Processo: 20/16548-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2021
Vigência (Término): 31 de maio de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunoquímica
Pesquisador responsável:Maria Cristina Roque Antunes Barreira
Beneficiário:Nayla de Souza Pitangui
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/21708-5 - Aplicação de imunomoduladores, via reconhecimento de carboidratos, como agentes terapêuticos: do mecanismo de ação à imunoterapia, AP.TEM
Assunto(s):Lectinas   Paracoccidioides brasiliensis

Resumo

A linha de investigação sobre o reconhecimento de carboidratos e suasrepercussões biológicas é explorada pelo Laboratório de Imunoquímica e Glicobiologia,tendo a lectina de planta ArtinM, e duas lectinas de Toxoplasma gondii (TgMIC1 eTgMIC4; TgMICs) e uma lectina de Paracoccidioides brasiliensis (paracoccina, PCN)como os principais alvos de estudo. As lectinas ArtinM, PCN e TgMICs na forma nativatem sido extensamente avaliadas, e a relevância da atividade biológica dessas lectinaslevou-nos a expressá-las heterologamente; constatamos que a forma recombinantereproduz diversas atividades desempenhadas pela lectina nativa correspondente. A lectinaArtinM, encontrada no extrato salino da semente de Artocarpus heterophyllus (jaca),apresenta especificidade de ligação a manotriose Man± 1-3 [Man± 1-6] Man, enquanto aPCN, localizada na superfície de células leveduriformes de P. brasiliensis, apresentacomo ligante a N-acetilglicosamina e quitina. As lectinas TgMICs são encontradas naregião apical do parasito, e TgMIC1 e TgMIC4 ligam-se respectivamente a ±2-3-sialillactosamina e ²1-3- ou ²1-4-galactosamina. Os efeitos exercidos por essas lectinas emcélulas da imunidade inata decorrem da interação com glicoproteínas de membrana, comoos receptores do tipo Toll-like (TLR) 2 e/ou TLR4. Esses receptores glicosilados,presentes em células da imunidade inata, ao serem reconhecidos por essas lectinasmedeiam a produção de mediadores pró-inflamatórios, como IL-12 e IFN-c, direcionandoa imunidade adaptativa para o eixo Th1. Esse é o mecanismo principal pelo qual a ArtinM,PCN e TgMICs desencadeiam sua atividade imunomoduladora, com a administraçãodessas lectinas repercutindo em proteção ao hospedeiro contra patógenos intracelulares.Nosso grupo além de explorar as lectinas como agentes imunomoduladores de aplicaçãoterapêutica, principalmente contra infecções fúngicas sistêmicas, também avalia o papelde PCN e TgMICs na biologia do patógeno e da relação patógeno-hospedeiro. Essaslinhas de estudo estão em constante avanço pelo grupo e a atual proposta é de ampliar adescrição dos mecanismos envolvidos na atividade imunomoduladora de ArtinM, PCN eTgMICs, e suas aplicações como agentes imunoterapêuticos. Com esse intuito, propomoso desenvolvimento de Planos de Atividades que, em síntese, supostamente permitirão osseguintes avanços no campo investigativo: (I) estabelecer a lectina ArtinM como ummodelo de estudo para o efeito imunomodulador via reconhecimento de carboidrato, edemonstrar a aplicação dessa lectina como agente imunomodulador na terapia deinfecções fúngicas sistêmicas; (II) estabelecer a PCN como fator de virulência do fungoParacoccidioides brasiliensis e sua atuação na resistência aos mecanismos de defesa dohospedeiro, além disso validar a PCN como alvo terapêutico, diagnóstico ou vacinalfrente a paracoccidioidomicose (PCM); (III) esclarecer os mecanismos intracelularesdesencadeados pelas TgMICs, via interação com TLR2 e TLR4, sobre as células da imunidade inata, e validar o papel dessas lectinas na biologia do Toxoplasma gondiidurante a interação com o hospedeiro.No que se refere à lectina PCN, verificamos que ela, além de ligar-se à quitina, étambém dotada de atividade quitinase. Em decorrência, temos investigado o efeito dahidrólise de quitina por PCN sobre a biologia de P. brasiliensis e a resposta imune dohospedeiro. Para tanto, temos utilizado leveduras selvagens e leveduras transformadas,silenciadas ou superexpressoras de PCN.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: