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Avaliação do branqueamento de colônias de Palythoa caribaeorum em regiões com diferentes graus e tipos de impactos antrópicos, na APAMLN (Ubatuba - SP, Brasil).

Processo: 21/02270-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2021
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada
Pesquisador responsável:Denis Moledo de Souza Abessa
Beneficiário:Amanda Escarabichi Bueno Mariano
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB-CLP). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus Experimental do Litoral Paulista. São Vicente , SP, Brasil
Assunto(s):Bentos   Monitoramento biológico   Ecotoxicologia marinha   Ecologia marinha

Resumo

As colônias de zoantídeo são essenciais para a dinâmica de recifes rochosos e na estruturação das comunidades bentônicas. No entanto, pode ser afetadas pelas atividades humanas, como poluição química, sedimentação, aporte de água doce, atividades de turismo (pisoteio), e acidificação, entre outras. Sob estresse, podem expulsar suas zooxantelas, quando elas produzem espécies reativas de oxigênio, levando ao branqueamento, sendo que corais expostos a estressores antrópicos se mostram mais suscetíveis ao branqueamento. Há poucos dados sobre a saúde dos corais na APAMLN, mas há o registro de altas taxas de branqueamento de Mussismilia hispida em Ubatuba - SP, sendo que o monitoramento ambiental e o conhecimento da saúde dos ecossistemas dentro de UC são importantes para subsidiar a tomada de decisões. Este estudo visa avaliar se o zoantídeo Palythoa caribaeorum responde às alterações ambientais causadas pelas atividades humanas, e verificar seu possível potencial como bioindicador de qualidade ambiental. Os locais de estudo estão inseridos dentro da APAMLN, em Ubatuba - SP. sendo eles as Praias do Lázaro e do Flamengo, e a Ilha das Couves. A espécie a ser estudada ocorre amplamente nos costões rochosos do Sudeste, e suas colônias podem ficar completamente branqueadas ou exibir patologias. A cobertura dos zoantídeos será amostrada de 0 a 3m de profundidade, ao longo de transectos de 25m (2 em cada área) nos quais fotos serão feitas de quadrados amostrais ao longo de todo o percurso. Três amostragens de dados serão feitas, no verão, outono e inverno de 2021. Coletas de água e sedimento serão realizadas em cada local, para análises de dados abióticos. A temperatura da água do mar será medida durante as campanhas e dados médios da temperatura do mar para Ubatuba serão solicitados ao Instituto Oceanográfico da USP. Para cada uma das áreas selecionadas, serão obtidas informações locais e do entorno, visando identificar as atividades humanas potencialmente capazes de afetar a saúde das colônias e calcular o índice de pressão ambiental relativa (REPI). Serão calculadas as áreas branqueadas em cada quadrado e em seguida em cada transecto. A coloração dos pólipos será analisada por meio do programa ImageJ (porcentagem branqueada) e por meio do Coral Health Chart (grau de branqueamento). A comparação dos dados de cada localidade e de cada estação será feita por teste t'-student, ANOVA seguida de comparação múltipla, e regressão linear. Os resultados serão organizados em matrizes, para aplicação de análises multivariadas. Esta pesquisa irá contribuir para o conhecimento acerca da saúde das colônias de P. caribaeorum em locais dentro da APAMLN e gerar informações sobre a relação do branqueamento e/ou patologias com os impactos antrópicos. O projeto espera conseguir determinar se P. caribaeorum é um bom organismo indicador de poluição ou de estresse ambiental, caso isso se confirme, o monitoramento pode ser estendido para outras áreas da APAMLN ou mesmo outras UC marinhas e costeiras.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: