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Papel da autofagia mediada por chaperona nas alterações metabólicas induzidas pelo processo de transformação maligna mediada por estrógeno

Processo: 21/01775-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de maio de 2021
Vigência (Término): 30 de abril de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Pesquisador responsável:Luciana Rodrigues Gomes
Beneficiário:Isabeli Yumi Araújo Osawa
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:19/27080-0 - Papel da autofagia mediada por chaperona em câncer de mama, AP.R
Assunto(s):Neoplasias mamárias   Estrógenos   Metabolismo   Transformação celular neoplásica   Autofagia

Resumo

Autofagia é um mecanismo de degradação, dependente de lisossomos, essencial para manutenção da homeostase celular. Com base no mecanismo de entrega do substrato aos lisossomos a autofagia é classificada em: macroautofagia (MA), microautofagia (MI) e autofagia mediada por chaperona (CMA). Diferente de MA e MI, CMA é um tipo seletivo de autofagia, por meio do qual proteínas são identificadas e transportadas uma a uma ao lisossomo por uma chaperona citosólica. Disfunções em autofagia estão correlacionadas à várias doenças, incluindo o câncer. A relevância de MA em câncer é bem estabelecida, mas CMA ainda foi muito pouco explorada. Entre os diferentes tipos de câncer, o câncer de mama assume um papel de destaque, pois, além de ser o mais frequente, é segunda causa de morte por câncer entre mulheres de todo o mundo. O estrógeno é um bem conhecido indutor de transformação maligna e fator etiológico para câncer de mama. Alterações no metabolismo celular, caracterizadas por um aumento da glicólise em detrimento da fosforilação oxidativa, facilitam a proliferação celular e é são a marca metabólica do processo de transformação maligna. O hormônio estrógeno promove a glicólise e, portanto, contribui para a transformação metabólica das células tumorais. Neste contexto, o presente projeto pretende investigar o papel de CMA na iniciação de tumores de mama, por meio da análise da implicação deste tipo específico de autofagia nas alterações metabólicas desencadeadas durante o processo de transformação maligna mediada por estrógeno. Para isso, primeiramente, quantificaremos os níveis de lactato produzidos por células de mama, deficiente e proficiente para CMA, após a exposição a diferentes doses deste hormônio. Posteriormente, parâmetros associados a fosforilação oxidativa e atividade glicolítica serão determinados através da análise de dados em tempo real de concentração de oxigênio e pH do meio, determinados pelo analisador de fluxo extracelular Seahorse Bioscience. Portanto, por revelar o latente envolvimento de CMA nos estágios iniciais de desenvolvimento do câncer de mama, este projeto de pesquisa, de potencial valor translacional, poderá dar suporte ao possível uso de moduladores da atividade de CMA como uma futura estratégia anticâncer.

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