| Processo: | 21/05090-4 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2021 |
| Data de Término da vigência: | 30 de junho de 2026 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas |
| Pesquisador responsável: | Marcos César Alvarez |
| Beneficiário: | Felipe Ramos Garcia |
| Instituição Sede: | Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 13/07923-7 - Núcleo de estudos da violência - nev/usp, AP.CEPID |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 23/04676-0 - A militarização da segurança pública na América Latina, BE.EP.DR |
| Assunto(s): | Sociologia da violência e da criminalidade Forças armadas Segurança pública Militarismo Brasil Século XXI |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Intervenção Militar | Militarismo | Militarização | Relações civis-militares | Segurança Pública | Sociologia da Violência |
Resumo Recentemente, temos observado uma atuação crescente das Forças Armadas na política institucional brasileira. Um número representativo de militares das Forças Armadas em cargos no executivo, legislativo e inclusive em alguns postos de assessoria judiciária. Uma leitura menos atenta pode sugerir que essa participação passou a ocorrer a partir da eleição do atual presidente, Jair Bolsonaro. Entretanto, a atuação política dos militares das Forças Armadas continuou após a democratização, principalmente no âmbito da segurança pública. Nesse sentido, o presente trabalho busca, partindo de um referencial teórico construído sobre a interpretação da atuação política das Forças Armadas no Brasil historicamente; e da reflexão que tem sido construída no campo da sociologia acerca da militarização da segurança pública no Brasil, compreender de que forma essa atuação ocorre e como ela é percebida institucionalmente pelos militares. Para tal, realizaremos uma análise - sob a luz do referencial supracitado - de cinco operações militares dentro do território nacional, no âmbito da segurança pública via Garantia da Lei e da Ordem, compreendidas entre 2010 e 2018; utilizando documentos, arquivos e dados disponíveis e entrevistas semiestruturadas com oficiais superiores, intermediários e subalternos que atuaram nessas operações, buscando compreendercomo os militares percebem sua própria atuação nessas intervenções e de que forma encaram a tarefa de atuar em uma função para a qual não são formados. Com esse trabalho, buscamos compreender se a participação dos militares é um fator de aumento da confiança e legitimidade nas instituições de segurança pública, bem como se os militares se identificam ou não com essa função de legitimação do controle da violência. | |
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