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O conceito de hábito a partir d'As paixões da Alma de Descartes

Processo: 20/03010-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de junho de 2021
Vigência (Término): 31 de maio de 2023
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Homero Silveira Santiago
Beneficiário:Abel dos Santos Beserra
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Filosofia moderna   Dualismo   Cartesianismo   Experiências   Moral

Resumo

O dualismo cartesiano é alvo de crítica desde sua formulação e, conforme Merleau-Ponty, pode parecer contraditório sem a ideia de infinito positivo operante no grande racionalismo do século XVII. Nesse cenário, o dualismo cartesiano surge como: ou uma flagrante antinomia; ou dependente do conceito de infinito positivo. Cumpre então questionar se Descartes já não teria estabelecido sugestões capazes de resolver certos impasses de seu sistema. Nesse sentido, o Tratado das paixões emerge como central, pois apresenta como o corpo, algo determinado, se une à alma, que é livre, sem que isso os anule. Descartes, assim, detalha os termos de seu dualismo ao desenvolver a ideia de união da alma e do corpo, isto é, a condição humana de ser uma alma unida a um corpo. Por sua vez, o aprofundamento desta união exige a adequada consideração do conceito de hábito, apesar de pouco estudado, pois ele permite à alma reorganizar as próprias paixões, dirigir o corpo e agir virtuosamente. Portanto, este projeto considera as indicações de Merleau-Ponty sobre o dualismo cartesiano e vale-se do conceito de hábito no Tratado das paixões para investigar se Descartes aponta possíveis soluções, ou inovações, para as questões engendradas pelo dualismo de sua filosofia. (AU)