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Efeito de episódio de infecção gastrointestinal aguda sobre a patogênese e progressão do diabetes mellitus do tipo 1

Processo: 20/16648-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de junho de 2021
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia
Pesquisador responsável:Denise Morais da Fonseca
Beneficiário:Letícia Gama e Silva Calixtro
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Etiologia   Autoimunidade   Diabetes mellitus tipo 1   Microbioma gastrointestinal   Mucosa intestinal   Yersinia pseudotuberculosis

Resumo

O trato gastrointestinal abriga diversos microorganismos comensais que participam ativamente da modulação do metabolismo do hospedeiro. Além da microbiota, este tecido recebe diariamente diversos antígenos da dieta, de maneira que é necessário um sistema imunológico altamente especializado, que permita ao hospedeiro tolerar os antígenos da microbiota e da dieta e elaborar respostas contra potenciais patógenos. Este equilíbrio entre sistema imunológico e microbiota é essencial para a manutenção da homeostase no tecido intestinal e perturbações neste equilíbrio são comumente observadas em pacientes com doenças autoimunes, como por exemplo o diabetes mellitus do tipo 1 (DM1). Trabalhos prévios do nosso grupo mostraram que a infecção pela bactéria Yersinia pseudotuberculosis deixa uma cicatriz imunológica no intestino, mesmo após sua completa eliminação, que está associada à quebra da barreira da mucosa intestinal e do sistema linfático, levando a um desvio da rota de migração das células dendríticas intestinais para os linfonodos drenantes e, em última instância, ao bloqueio de indução de respostas adaptativas canônicas. Além disso, resultados não publicados do nosso grupo indicam a presença de um infiltrado inflamatório no pâncreas de animais C57BL após a infecção por Y. pseudotuberculosis. Entretanto, este evento per se não leva ao desenvolvimento de DM1 espontâneo. Desta maneira, neste projeto será investigado qual o impacto da infecção por Y. pseudotuberculosis no desenvolvimento do diabetes autoimune em indivíduos suscetíveis, quais os mecanismos e células envolvidos nesse processo, além de avaliar quais os mecanismos que estão levando ao aparecimento do infiltrado inflamatório no pâncreas. Para isso, será utilizado modelo animal de diabetes auto imune induzido por múltiplas doses de estreptozotocina e camundongos NOD, que desenvolvem diabetes espontaneamente. (AU)