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Desenvolvimento de uma vacina indutora de células T contra a infecção pelo SARS-CoV-2

Processo: 21/05698-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência (Início): 01 de junho de 2021
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Luana Raposo de Melo Moraes Aps
Beneficiário:Luana Raposo de Melo Moraes Aps
Empresa:Imunotera Soluções Terapêuticas Ltda. - EPP
CNAE: Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais
Vinculado ao auxílio:20/13640-1 - Desenvolvimento de uma vacina indutora de células T contra a infecção pelo SARS-CoV-2, AP.PIPE
Assunto(s):Biologia molecular   Biotecnologia   Imunologia   Linfócitos T   Vacinas de DNA   Vacinas contra COVID-19   Antígenos CD8   Infecções por Coronavirus   Betacoronavirus   SARS-CoV-2   COVID-19

Resumo

A emergência do Betacoronavírus SARS-CoV-2 no fim de 2019 na China perdura por quase um ano e já resultou em mais de 30 milhões de infecções e 1 milhão de mortes em todo o mundo. As vacinas são essenciais e urgentemente necessárias para controlar a pandemia e as estratégias em desenvolvimento, em sua maioria, objetivam a indução de anticorpos contra a proteína viral spike, responsável pela ligação com o receptor celular ECA-2 (ACE-2). Entretanto, a resposta de anticorpos contra a infecção natural por Coronavírus, em geral, tende a ser de curta duração, o que indicaria ser um correlato de proteção inadequado se considerada isoladamente. Observações epidemiológicas do surto de SARS-CoV-1 na China em 2005, a demonstração in vitro de que anticorpos contra variantes da proteína spike podem aumentar a infecção, bem como a indução de efeitos deletérios por duas vacinas cujo alvo era essa proteína, sugerem um papel duplo entre proteção e patologia mediado por anticorpos direcionados à spike. Por outro lado, estudos prévios utilizando SARS-CoV-1 mostraram que células T CD8 promovem a redução da carga viral, recuperação clínica e proteção em condições experimentais, bem com promovem a sobrevivência por anos após a infecção primária mesmo em animais que não desenvolveram respostas mediadas por anticorpos. Além disso, respostas citotóxicas mediadas por linfócitos T CD8 são responsivas após reestimulo in vitro, resultando em elevada produção de citocinas e moléculas antivirais, evidenciando que desempenham papel crítico na proteção contra SARS-CoV. A ImunoTera, por sua vez, desenvolveu dois produtos que utilizam como base uma tecnologia totalmente voltada à indução de células T. Seu primeiro produto, na forma de vacina de DNA, foi capaz de induzir frequências elevadas de linfócitos T CD8 específicos que foram correlacionados à regressão e cura permanente de tumores induzidos pela infecção pelo vírus do Papiloma Humano (HPV) em modelo murino. A hipótese que prevemos demonstrar se baseia na premissa que uma resposta combinada de células T CD8, em adição à resposta humoral, é crítica para uma vacina anti-COVID-19 bem-sucedida. O principal objetivo dessa proposta é desenvolver uma vacina de DNA capaz de induzir respostas imunológicas celulares contra o SARS-CoV-2 adequadas à genética da população do Brasil, por meio do desenho de sequências-alvo que incluem epítopos do SARS-CoV-2 melhor reconhecidos pelos linfócitos T. O uso dessas regiões como antígenos numa formulação vacinal deverá ser capaz de induzir uma resposta celular citotóxica robusta na população brasileira, previamente exposta ou não ao vírus, e, desta forma, contribuir na montagem de proteção imunológica duradoura contra a COVID-19. (AU)

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