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Sobre a diversidade de construções linguísticas e sua influência no desenvolvimento espiritual do gênero humano, uma tradução inédita da obra canônica de Wilhelm von Humboldt

Processo: 21/01490-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2021
Vigência (Término): 31 de julho de 2025
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Filosofia da Linguagem
Pesquisador responsável:Sheila Vieira de Camargo Grillo
Beneficiário:Taciane Domingues Ferreira
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Historiografia

Resumo

Wilhelm von Humboldt foi filósofo da linguagem e homem do Estado. Desenvolveu um modelo de universidade que foi adotado internacionalmente e se dedicou ao estudo comparativo de línguas, filiando-se à metafísica de Immanuel Kant para teorizar o fenômeno linguístico. A pergunta principal da filosofia humboldtiana da linguagem é "por que deveríamos estudar as línguas?", sendo a respectiva resposta: porque as línguas são a maneira como o ser humano produz o pensamento ("trabalho do espírito") e porque queremos saber como a produção de pensamento se dá. O pensamento humboldtiano desenvolve duas orientações: a construção linguística como representação do pensamento e o princípio dialógico da língua. A primeira orientação está ligada a Kant, para quem a verdade é constituída pela conformidade entre o fenômeno de representação e os referentes do mundo. Humboldt estabelece que o fenômeno de representação é linguagem e, mais especificamente, língua. Por isso, nossa tese é "como Humboldt teoriza a construção linguística na condição de fenômeno de representação?" Trataremos da criação linguística dentro dos limites de um organismo biológico e de suas capacidades intelectuais, consideradas inatas e universais: a produção da forma sonora significante (Lautform) e da palavra pelas faculdades mentais e categorias de representação kantianas; a relação entre a representação e a definição da língua como atividade gerativa constante (energeia); a formação intelectual e cultural (Bildung) e as visões de mundo (Weltansichten) como fenômenos de representação coletiva. Analisaremos e traduziremos a obra canônica "Sobre a diversidade de construções linguísticas e sua influência no desenvolvimento espiritual do gênero humano" (Über die Verschiedenheit des Menschliches Sprachbaues und Ihren Einfluss auf die geistige Entwicklung des Menschengeschlechts). Publicada em 1836, um ano após a morte do filósofo da linguagem, essa é a última e mais completa obra de Humboldt sobre línguas e abrange a teorização do fenômeno linguístico como representação; a influência das línguas nacionais sobre o desenvolvimento intelectual (espiritual) do indivíduo e da nação (Bildung); considerações sobre elementos linguísticos, como a forma sonora, as declinações e os verbos, e considerações sobre as formas literárias poesia e prosa. Apoiar-nos-emos na teoria kantiana do conhecimento, no debate intelectual do iluminismo e idealismo, na ligação de Humboldt ao movimento romântico e na fortuna crítica relacionada. O texto de nossa Tese será adaptado para constituir o ensaio introdutório, as notas de rodapé e o glossário dos principais termos da filosofia da linguagem de Humboldt, que acompanharão a tradução inédita da obra para a Língua Portuguesa.

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