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Como a delimitação de zonas adaptativas à partir de filogenia ou ecologia afeta a inferência de extinção dependente da idade?

Processo: 21/04258-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2021
Vigência (Término): 31 de julho de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Teórica
Pesquisador responsável:Tiago Bosisio Quental
Beneficiário:Salatiel Gonçalves Neto
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Extinção biológica   Macroevolução

Resumo

A diversidade biológica é distribuída desigualmente entre as regiões, linhagens evolutivas e ao longo do tempo. A descrição de como as taxas de especiação e extinção se alteram (ao longo do tempo, entre regiões ou entre linhagens) representa uma primeira tentativa de explicar a dinâmica da biodiversidade, no entanto, para compreendermos a dinâmica da biodiversidade mais profundamente é preciso entender quais fatores controlam as mudanças em tais taxas. Os reguladores da biodiversidade são tipicamente polarizados entre controles abióticos (hipótese "Court Jester") e controles bióticos (hipótese da Rainha Vermelha). A hipótese da Rainha Vermelha (RV) foi proposta para explicar "A Lei das taxas constantes de Extinção", que afirma que a probabilidade de extinção é independente da idade da linhagem (Van Valen, 1973). De acordo com a RV, as linhagens que pertencem a uma determinada zona adaptativa, devem evoluir continuamente para acompanhar as mudanças do ambiente. Isso pressupõem que está luta pela existência não apresenta "memória" e sugere que linhagens mais velhas não apresentam nenhuma vantagem. Após o trabalho seminal de Van Valen, a grande maioria dos estudos encontrou que a extinção é dependente da idade no nível das espécies. A maioria desses estudos delimitou seu conjunto de espécies, a partir de uma abordagem filogenética ou taxonômica. Neste projeto, testaremos a hipótese de extinção dependente da idade para Canidae, delimitando zonas adaptativas não pela filogenia ou taxonomia do grupo, mas pela ecologia das diferentes linhagens. Esperamos que uma delimitação ecológica resulte em um conjunto de espécies que "percebam umas às outras" mais intensamente e, portanto, influenciam com maior intensidade a sua probabilidade de extinção. Ademais, sabendo que ecologia afeta a probabilidade de extinção, esperamos que incorporar a ecologia ao tentar detectar a extinção (in)dependente da idade seja um passo metodológico importante. Usaremos ocorrências fósseis de Canidae provenientes de bancos de dados online, e a literatura primária para caracterizar a ecologia de espécies extintas.

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