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Influência da posição corporal na pressão intracraniana durante anestesia geral

Processo: 21/02982-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2021
Vigência (Término): 30 de junho de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Maria José Carvalho Carmona
Beneficiário:Thiago Silva de Moraes Santos
Instituição-sede: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Anestesiologia   Anestesia geral   Hipertensão intracraniana   Pressão intracraniana   Composição corporal   Extensômetros   Ultrassonografia   Estudo observacional

Resumo

Um dos avanços em cirurgia são os procedimentos laparoscópicos, técnica menos invasiva associadas a menores taxas de complicações e traumas cirúrgicos, além de recuperação mais rápida e menor tempo de internação. A técnica exige posicionamento específico em posição de Trendelenburg (cefalodeclive) e pneumoperitôneo (PP) com CO2. A posição de Trendelenburg por consistir em posicionamento não fisiológico está associada a alterações temporárias no fluxo cerebral e aumento da pressão intracraniana (PIC). O aumento da PIC, está associado à redução da perfusão e, por conseguinte, da oxigenação cerebral. O PP também está associado ao aumento da pressão intracraniana, entretanto há poucos estudos envolvendo a combinação de PP com Trendelenburg. Em 2008 foi desenvolvido pelo Instituto de Física de São Carlos da USP, método não invasivo para aferição da PIC. O método, patenteado pela BrainCare, utiliza um extensômetro mecânico de resistência afixado sobre a superfície óssea do crânio. Vários estudos demonstram a segurança e aplicabilidade do dispositivo. Assim, considerando que a monitorização da PIC, por questões éticas não pode ser avaliada por método invasivo (padrão ouro) e que as opções atuais de avaliação realizadas por métodos não invasivos são totalmente dependentes de operadores (USG do nervo óptico, doppler transcraniano, etc) este estudo tem como objetivo avaliar a ocorrência da hipertensão intracraniana por monitorização não invasiva da PIC (software Braincare) em pacientes submetidos a cirurgias videolaparóscópicas com posicionamento em Trendelembrug. Trata-se de um estudo observacional, prospectivo, com objetivo avaliar a acurácia do método não invasivo de avaliação da pressão intracraniana (BrainCare) na detecção da hipertensão intracraniana em pacientes submetidos a cirurgia videolaparoscópica e/ou cirurgias que requerem o posicionamento em cefalodeclive. Serão incluídos de maneira prospectiva e consecutiva 48 pacientes submetidos à cirurgias onde o posicionamento é sabidamente em cefalodeclive. O status neurocognitivo basal será avaliado pelo teste Mini-Mental e MOCA no dia anterior a cirurgia em conjunto com a avaliação pré-anestésica. No intra-operatório todos os pacientes serão monitorizados de acordo com a rotina intra-operatória. A seguir, ainda com o paciente acordado será instalada a fita de fixação da pressão intracraniana não invasiva (PICNI - BrainCare). Serão instalados ainda sensor da oximetria cerebral e sensores para avaliação da profundidade anestésica (BIS). Após a indução anestésica, será realizado ultrassonografia da bainha do nervo óptico, para medidas seriadas da pressão intracraniana, nos mesmos tempos das demais medidas abaixo, exceto antes da indução e no despertar. As medidas da PICNI, oximetria cerebral e BIS serão realizados nos seguintes momentos: * Antes e apos indução anestésica * Após posicionamento em Trendelenburg e/ou insuflação do PP * 10 minutos após posicionamento em Trendelenburg e/ou insuflação do PP * 20 minutos após posicionamento em Trendelenburg e/ou insuflação do PP * 30 minutos após posicionamento em Trendelenburg e/ou insuflação do PP* 1 hora após posicionamento em Trendelenburg e/ou insuflação do PP * 2 horas após posicionamento em Trendelenburg e/ou insuflação do Pp. No retorno ao decúbito dorsal horizontal nos seguintes tempos: 10 minutos, 20 minutos, 30 minutos e no despertar em sala operatória. Após recuperação total da anestesia (enfermaria), o paciente será reavaliado em relação ao status cognitivo através do teste de Mini-mental e MOCA. Os pacientes serão seguidos durante a internação hospitalar para avaliação dos desfechos secundários de mortalidade intra-hospitalar e declínio neurocognitivo. (AU)

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