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Purificação de vesículas extracelulares provenientes do plasma de pacientes HIV+ e preparo de amostras para ensaios de ômicas

Processo: 21/08823-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2021
Vigência (Término): 31 de julho de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia
Pesquisador responsável:Fabiani Gai Frantz
Beneficiário:Brenda Cavalin Moreira
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/15066-0 - Programação epigenética em doenças infecciosas crônicas: exaustão e training do sistema imune inato, AP.JP2
Assunto(s):Epigênese genética   Soropositividade para HIV   RNA   Expressão gênica   Vesículas extracelulares   Proteínas   Sistema imune   MicroRNAs   Técnicas in vitro

Resumo

Em resposta a estímulos ou durante apoptose, as células liberam vesículas extracelulares (VEs) por diferentes mecanismos que envolvem turnover de membranas celulares. Estas são importantes para a comunicação intercelular, pois carreiam componentes de membrana, citoplasmático e nuclear, contendo proteínas, lipídios, RNA mensageiros e microRNAs metabolicamente ativos. Cada vez mais, tem sido demonstrado o envolvimento das VEs na modulação da resposta imune, inclusive durante a infecção pelo HIV, a qual é caracterizada pela resposta inflamatória com produção exacerbada de citocinas e indução de senescência precoce do sistema imune inato. Neste âmbito, nosso grupo tem demonstrado que as disfunções imunológicas envolvendo produção de citocinas e função efetora de monócitos de indivíduos infectados pelo HIV possuem correlação com alterações epigenéticas em histonas e DNA, as quais podem ser induzidas por proteínas e microRNAs presentes nas VEs, regulando assim, a expressão gênica. A produção de VEs também vem sendo associada com o desenvolvimento das doenças neurocognitivas em pacientes HIV+, uma vez que foi relatado que macrófagos infectados com HIV in vitro produzem VEs contendo glutaminase, enzima responsável pela síntese do neurotransmissor glutamato. Além disto, células dendríticas infectadas in vitro com HIV-1 produzem VEs envolvidas na ativação e na trans-infecção do vírus para células T durante sinapse imunológica. Apesar da importância das VEs, pouco se sabe sobre o conteúdo das vesículas dos pacientes infectados pelo HIV. Por isto, nosso grupo de pesquisa tem buscado identificar moléculas relacionadas à progressão da doença nas VEs, pois acreditamos que as vesículas liberadas na circulação carreiam componentes capazes de modular a expressão gênica das células da imunidade, regulando a resposta inflamatória e induzindo a imunossenescência precoce em indivíduos infectados pelo HIV. Também buscamos avaliar como a doença altera o conteúdo das vesículas extracelulares circulantes no sangue de pacientes HIV+ crônicos, principalmente quanto à presença de componentes que desempenhem papel nas alterações epigenéticas. Estes componentes apresentam potencial de uso clínico, uma vez que são alvos na prospecção de biomarcadores em diversos processos patológicos. (AU)

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