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Avaliação de Candidatus Liberibacter asiaticus em plantas cítricas com genes de profagos

Processo: 21/06578-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2021
Vigência (Término): 31 de agosto de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Leandro Antonio Peña Garcia
Beneficiário:Josiane Cecília Darolt
Instituição-sede: Fundo de Defesa da Citricultura (FUNDECITRUS). Araraquara , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/07011-3 - Estratégias biotecnológicas para o controle do HLB mediante transgenia, AP.TEM
Assunto(s):Diagnóstico   Greening (doença de planta)   Candidatus liberibacter   Prófagos   Citrus   Expressão gênica   Reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa quantitativa (qRT-PCR)

Resumo

O HLB é considerado a doença mais destrutiva dos citros do mundo, uma vez que não existem variedades comerciais resistentes a doença, causa redução expressiva da produção e não existem métodos curativos. No Brasil, a doença está associada a Candidatus Liberibacter americanus (Lam) e Ca. L. asiaticus (Las), sendo Las cosmopolita e Lam restrita ao Brasil. A não existência de variedades comerciais de citros resistentes ao HLB, nem medidas curativas para o manejo desta doença evidenciam a necessidade de busca de estratégias para o seu manejo. Uma abordagem factível para o controle da doença é o uso de biotecnologia para gerar plantas geneticamente modificadas com resistência à bactéria, nesse sentido, a geração e validação de plantas GM com resistência à bactéria torna-se uma alternativa plausível como medida de contenção dos impactos negativos da doença e manutenção da atividade de produção de citros no mundo. Bacteriocinas são proteínas antibacterianas que se ligam especificamente a receptores de membrana externa de bactérias e consequentemente acabam matando células que não possuem proteínas de imunidade. No genoma de Las, são descritos dois profagos: SC1 e SC2. No profago SC1 é notável a presença de uma possível bacteriocina semelhante a 'colicina Ia' (SC1_gp060). Já no profago SC2 existe um gene (SC2_gp255) que codifica uma proteína de imunidade à colicina. Nossa hipótese é que plantas de citros super expressando a bacteriocina colicina, poderiam reduzir a infecção de ambas a bactérias em laranjeiras doce comerciais. Frente ao exposto, objetiva-se avaliar a presença e o título de Las e Lam em três eventos GM de Pera gerados com foco em genes dos profagos, neste caso o gene de uma colicina de Las. Esses eventos serão comparados a plantas de mesma variedade (não transformadas), o que permitirá determinar se o transgene efetivamente tem efeito na indução de resistência desses eventos a uma ou ambas as bactérias. Para isso, os eventos de laranjeira doce GMs gerados no processo anterior (2016/01993-1) foram propagados e desafiados com inoculação de borbulhas de plantas fonte de Las e Lam. No presente projeto será avaliada a presença destas bactérias nas amostras vegetais dos três eventos e, no caso da presença, será realizada a quantificação do título bacteriano. A confirmação da presença destas bactérias, bem como a quantificação do título bacteriano serão realizadas por meio de qPCR, técnica selecionada pela alta especificidade e rapidez quando comparado ao PCR convencional. Além disso, serão feitas análises estatísticas objetivando verificar a redução ou não constatação de título bacteriano de uma ou ambas as bactérias nos eventos GM em relação ao controle (mesma variedade não transformada). (AU)

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