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Desdemocratização digital: a propagação do autoritarismo pelas mídias sociais no Brasil

Processo: 21/07296-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2021
Vigência (Término): 31 de julho de 2022
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Marcos César Alvarez
Beneficiário:Natasha Bachini Pereira
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07923-7 - Núcleo de Estudos da Violência - NEV/USP, AP.CEPID
Assunto(s):Sociologia da violência e da criminalidade   Autoritarismo   Mídias sociais   Cultura política   Discurso (oratória)   Instituições políticas   Violações dos direitos humanos   Pandemias   COVID-19   Brasil

Resumo

Na última década, a larga apropriação política das mídias sociais mostrou que estas são muito potentes em mobilizar pessoas. Contudo, pesquisas indicam que essas plataformas vêm sendo instrumentalizadas mais para práticas populistas e de violência discursiva, do que para aprimorar a contraposição de argumentos e pluralizar a experiência política. Como resultado desse processo, verifica-se o aprofundamento da democracia de público e involuções autoritárias por toda parte. As lacunas sociais deixadas pela globalização neoliberal associadas à incompletude do processo democrático favoreceram particularmente a reprodução desse fenômeno no Brasil, demarcada pela eleição de Bolsonaro em 2018. Com o objetivo de observar a sustentação dos atores conservadores no País e suas estratégias para fragilizar nossa democracia, propõe-se analisar os enquadramentos dados às instituições políticas, às violações dos direitos humanos e à violência estatal nos posts das principais páginas públicas relacionadas à política no Facebook ao longo da pandemia de COVID-19, e como estes enquadramentos alimentam as narrativas autoritárias na política brasileira contemporânea. Buscando entender a recepção desses conteúdos e em que medida influenciam a opinião política e a visão de mundo de quem os recebe, serão contabilizados os engajamentos gerados por essas publicações e entrevistaremos também alguns seguidores dessas páginas. Espera-se com esse estudo contribuir para a compreensão das relações entre as mídias sociais e a opinião pública e, particularmente, de como estas fomentam a nova onda conservadora, o bolsonarismo e o autoritarismo socialmente implantado em nosso País. (AU)

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