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Avaliação da toxicidade aguda de contaminantes associados às atividades petrolífera e petroquímica sobre o coral invasor Tubastraea coccinea: uma contribuição para o estudo de poluição em ambientes recifais brasileiros

Processo: 21/04575-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2021
Vigência (Término): 30 de junho de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada
Pesquisador responsável:Denis Moledo de Souza Abessa
Beneficiário:Leticia May Fukushima
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB-CLP). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus Experimental do Litoral Paulista. São Vicente , SP, Brasil
Assunto(s):Ecotoxicologia   Poluição ambiental   Toxicidade aguda   Letalidade   Monitoramento biológico

Resumo

A poluição marinha vem sendo apontada como uma das maiores preocupações ambientais globais. Atrelada também a exploração econômica, um dos principais exemplos são as indústrias petrolífera e petroquímica, consideradas grandes fontes poluidoras. Regiões tropicais e subtropicais são particularmente suscetíveis aos impactos ambientais decorrentes dessas atividades, neste sentido, aponta-se os possíveis efeitos nos ambientes recifais que predominam nessas áreas. O Brasil abriga uma fauna coralínea única no mundo que vem sofrendo diversas pressões ambientais, uma delas a introdução de espécies exóticas, como o gênero Tubastraea ssp. (Coral-sol). Devido às suas características e elevada disseminação pela costa brasileira a presente pesquisa considera a utilização do coral-sol como ferramenta no monitoramento ambiental de áreas contaminadas. O Brasil foi palco de grandes acidentes ambientais marinhos envolvendo a indústria do petróleo como no caso do incêndio no Terminal Petroquímico da Ultracargo (2015), em Santos, e o surgimento de manchas de óleo nas regiões nordeste e sudeste em 2019 e 2020. O objetivo deste estudo é avaliar efeitos biológicos adversos das substâncias bunker-C, diesel marinho e amostras do óleo oriundo do derramamento ocorrido entre 2019 e 2020, em suas frações solúveis, e a espuma Agefoam 2133 sobre a espécie Tubastraea coccinea por meio de teste de toxicidade aguda. A partir de concentrações em séries crescentes, de 5 a 10 réplicas por tratamento serão expostas por 96 h. A cada 24h, serão observadas as mortalidades e outros potenciais efeitos subletais. Ao final serão calculadas as concentrações de letalidade a 50% (Cl50), assim como as concentrações de efeito observado (CEO) e de efeito não observado (CENO). Deste modo, pretende-se gerar um protocolo para estudo de efeitos de poluentes em corais, que possa ser utilizado sem gerar danos às populações naturais de corais nativos. (AU)

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