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Experiências não-proprietárias e decoloniais de moradia: formas, apropriações e sentidos

Processo: 20/15240-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2021
Vigência (Término): 30 de setembro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Planejamento Urbano e Regional - Serviços Urbanos e Regionais
Pesquisador responsável:Raquel Rolnik
Beneficiário:Pedro Henrique Barbosa Muniz Lima
Instituição-sede: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Habitação social   Propriedade   Decolonialidade

Resumo

Este projeto de pesquisa pretende identificar e reunir experiências de moradia que adotam formas de propriedade distintas da propriedade privada individual, buscando entender relações existentes entre essas outras concepções de posse da moradia, suas formas de organização e apropriação do espaço e seus contextos sociopolíticos. Nosso ponto de partida é que existe uma razão proprietária que coloniza nossas formas de projetar, planejar, construir e ocupar a cidade. Essa razão remonta às origens da modernidade-colonialidade, se aprofunda ao longo do século XX e assume feições mais complexas no século XXI em um contexto de urbanização capitalista sob domínio das finanças. Na habitação, o paradigma da casa própria domina as políticas públicas, ao mesmo tempo que todas as outras práticas que não são pautadas pelas linguagens do mercado e do planejamento urbano estatal são estigmatizadas e marginalizadas. Experiências dissonantes do fazer-comum, contudo, teimam em existir e são apontadas por muitos autores como o locus de enfrentamentos, de imaginação política e da prefiguração de alternativas. A pesquisa construirá um inventário de experiências contemporâneas, no campo da moradia e na América Latina, em que estão presentes outros modelos de propriedade, caracterizando estes modelos e suas relações com os modos de morar. Através deste levantamento e do diálogo com a produção bibliográfica, espera-se contribuir com a ampliação de repertórios de saberes habitacionais que se configuram como alternativas decoloniais à hegemonia da propriedade privada individual, potencializando as lutas pelo direito à cidade e à moradia.

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