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Uso de cannabis, trauma na infância e variantes endocanabinóides e glutamatérgicas: risco de psicose

Processo: 20/15752-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2021
Vigência (Término): 30 de setembro de 2023
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Cristina Marta Del-Ben
Beneficiário:Camila Marcelino Loureiro
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Cannabis   Transtornos psicóticos

Resumo

Introdução: O uso de cannabis e o trauma na infância associados à predisposição genética podem aumentar o risco de psicose. Variações genéticas nos genes dos receptores N-metil-d-aspartato (NMDAR) e canabinoide tipo 1 (CB1) têm contribuído para o desenvolvimento de psicoses. No entanto, os processos neurobiológicos subjacentes a esta relação (uso de cannabis, trauma na infância e variantes dos genes do NMDAR e CB1) são desconhecidos em pacientes em primeiro episódio psicótico (PEP) ou em estágios iniciais da doença. Objetivos: Estudo 1: investigar a interação e associação das variantes de nucleotídeo único dos genes do NMDAR (GRIN1, GRIN2A e GRIN2B) e do CB1 (CNR1) e o trauma na infância sobre o efeito de usar cannabis para entender os mecanismos da psicose; Estudo 2 (incluindo BEPE): Investigar a interação e associação entre uso de cannabis, trauma na infância e as variantes dos genes dos receptores NMDA e CB1 sobre o impacto em marcadores periféricos (expressão gênica e metilação do DNA), bem como desenvolver um modelo de metilação do DNA in vitro para identificar marcadores biológicos da psicose. Métodos: Estudo 1 (dados já coletados): incluiremos amostras de sangue periférico de pacientes em PEP (n=143), irmãos não afetados pela doença (n=73) e controles de base populacional (n=286) recrutados de Ribeirão Preto e região. Estudo 2 (nova coleta de dados): utilizaremos leucócitos isolados do sangue periférico de pacientes em estágios iniciais de psicose e controles (n=100/grupo). O uso de cannabis será avaliado pelo Questionário de Experiência com Cannabis-Versão Modificada, o trauma na infância pelo Questionário de Trauma na Infância, as variantes por uma matriz de genotipagem personalizada do Illumina, a expressão gênica por RT-qPCR e a metilação do DNA por pirossequenciameto. As associações entre o perfil genético/molecular dos genes do NMDAR e do CB1, o uso de cannabis e o trauma na infância serão avaliadas por análises lineares de efeitos mistos e modelos de regressão logística ajustados. Resultados esperados: Os indivíduos em uso de cannabis e com histórico de trauma na infância associados às variantes relevantes dos genes do NMDAR e CB1 apresentarão maior vulnerabilidade à psicose, bem como apresentarão metilação do DNA alterada e reduzida expressão dos genes do NMDAR e CB1.

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