| Processo: | 21/05411-5 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2021 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2026 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana |
| Pesquisador responsável: | Márcio Antonio Cataia |
| Beneficiário: | Guerby Sainte |
| Instituição Sede: | Instituto de Geociências (IG). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 24/07975-1 - O neoliberalismo e a divisão internacional do trabalho no haiti, BE.EP.DR |
| Assunto(s): | Geografia econômica Economia política da cidade Circuito espacial produtivo Vestuário Uso do território Vulnerabilidade Polo industrial Empresas transnacionais Haiti |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | circuito espacial produtivo | Economia política da cidade | Haiti | Uso do Território | vulnerabilidade territorial | Geografia Econômica |
Resumo Objetivamos compreender a natureza da implantação de uma zona franca no Haiti. Para tanto, analisaremos a dinâmica do circuito espacial produtivo do vestuário a partir das tramas políticoeconômicas estabelecidas entre: I) empresas transnacionais (vestuário); II) zona franca e logística de fluxos; III) acordos bilaterais que viabilizam os fluxos (HOPE e CBTPA) e; IV) as normas que o Estado haitiano usa para viabilizar a formação predatória do território nacional (na forma de uma zona franca). Para tanto, a análise terá como foco o processo de instalação e de operação das empresas de vestuário no Parque Industrial de Caracol, importante zona franca do País. Como hipótese, assume-se que a criação da zona franca de Caracol e a instalação de transnacionais do setor do vestuário dependeram de alianças estratégicas com o Estado do Haiti, sobretudo em relação aincentivos fiscais. Apesar de ter contribuído para algum nível de desenvolvimento econômico de algumas regiões do País, a instalação de tais empresas ocorreu pelo interesse de explorar os vários recursos disponíveis no território haitiano, especialmente a mão de obra barata. A atuação descompromissada e privativa dos agentes produtivos do setor, isto é, que possuem agendas próprias de administração e que não necessariamente coincidem com as demandas locais, tem representado diversas implicações territoriais que reverberam na dinâmica socioeconômica das cidades, aumentando a vulnerabilidade das populações mais carentes. A constatação de uso de força de trabalho barata e precária (Standing, 2011; Slee, 2017; Antunes, 2018) em países pobres não é nada nova, contudo, no Haiti é patente a presença do Estado na viabilização de uma formação socioespacial predatória. Aqui reside a força analítica de nossa hipótese: nas tramas políticoeconômicas que envolvem grandes empresas transnacionais (da produção do vestiário), "acordos" bilaterais sob a égide dos EUA (caso do HOPE e CBTPA), viabilização do território (com a zona franca e a logística para os fluxos) e o Estado haitiano. Nesse sentido, a análise do circuito espacial produtivo do vestuário haitiano permitirá interpretar a implantação de uma formação econômica predatória após um evento de magnitude catastrófica (o terremoto de 2010) sob a roupagem da ajuda humanitária internacional. (AU) | |
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