| Processo: | 20/10691-4 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2021 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2025 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica |
| Pesquisador responsável: | Samuel Katsuyuki Shinjo |
| Beneficiário: | Alexandre Moura dos Santos |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Reumatologia Vasculite sistêmica Estimulação transcraniana por corrente contínua Treinamento aeróbio Arterite de Takayasu Granulomatose com poliangiite Fadiga Qualidade de vida |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Doenças autoimunes sistêmicas | exercício aeróbio | fadiga | Neuromodulação cerebral não-invasiva | Qualidade De Vida | Vasculites sistêmicas primárias | Reumatologia |
Resumo As Vasculites Sistêmicas Primárias (VSP) são doenças raras e heterogêneas que apresentam como característica principal inflamação dos vasos sanguíneos. Adicionalmente, por causa da manifestação sistêmica crônica dessas doenças, tratamento medicamentoso e/ou comorbidades, os pacientes com VSP apresentam redução da sua qualidade de vida, capacidade funcional, aeróbia e de realização de atividades da vida diária. Todos esses fatores integram um ciclo vicioso no qual são potencializados pela alta prevalência de fadiga encontrada nesses pacientes. A exemplo de exercícios físicos, diversos são os estudos que têm mostrado a eficácia do uso de estimulação elétrica transcraniana de corrente contínua (tDCS) em diminuir a fadiga e, consequentemente, melhorar a capacidade funcional e qualidade de vida dos indivíduos. A tDCS é uma técnica de estimulação cerebral não-invasiva que consiste na aplicação de corrente elétrica contínua de baixa intensidade aplicada sobre o escalpo intacto e na área de interesse cerebral, permitindo a modulação da excitabilidade cortical e indução de neuroplasticidade. Além disso, a combinação de tDCS com exercícios físicos pode potencializar a redução da fadiga, por mecanismo de neuroplasticidade, potencializando a conectividade da rede neural central e periférica e promovendo um maior êxito na melhora da qualidade de vida. A tDCS tem sido extensivamente utilizada em diversas doenças, porém não em doenças autoimunes sistêmicas. Neste contexto, o nosso grupo tem sido pioneiro na aplicação de tDCS em pacientes com miopatias autoimunes sistêmicas. Os nossos resultados têm mostrado que tDCS, além de seguro, é eficaz na melhora da qualidade de vida destes pacientes. Portanto, como expansão da nossa linha de pesquisa, o objetivo do presente estudo é avaliar a segurança e os efeitos de tDCS [associada ao Treinamento Aeróbio (TA)] em pacientes com VSP (particularmente, Arterite de Takayasu - AT e Granulomatose com Poliangiíte - GPA). Para tanto, 62 pacientes com AT e 32 pacientes com GPA serão selecionados, e posteriormente randomizados na razão de 1:1 e de forma estratificada por doença, portanto, originando os grupos AT (Sham e tDCS) e GPA (Sham e tDCS). Adicionalmente, selecionaremos um grupo controle saudável pareado por sexo, idade e índice de massa corporal para a realização da análise transversal (fase 1), comparando aos pacientes (AT e GPA) com relação: fadiga, qualidade de vida, capacidade funcional, dor, qualidade do sono, capacidade aeróbia, lactato sérico, comorbidades e status da doença. Longitudinalmente (fase 2), realizaremos um estudo clínico randomizado, duplo-cego e sham controlado, com duração de quatro semanas (11 sessões) de intervenção. Além das avaliações prévias e o seguimento durante 4 meses (a contar a partir do término do protocolo), serão avaliados: fadiga, qualidade de vida, capacidade aeróbia, funcional, percepção subjetiva de esforço, percepção subjetiva de recuperação e lactato sérico (para avaliação da intensidade do treinamento). Será avaliada também a segurança de tDCS no que se refere a reativação da doença e efeitos adversos da sua aplicação. O efeito esperado é reduzir o grau de fadiga, contribuindo com a melhora clínica, reduzindo a utilização de medicamentos, por fim, proporcionando maior qualidade de vida. Além disso, o estudo pode ampliar o entendimento da importância da plasticidade cortical em sintomas clássicos das VSP, proporcionando uma nova ferramenta terapêutica para aplicação na prática clínica. (AU) | |
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