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Cartografia do invisível: a representatividade espacial das relações de trabalho e gênero na Geografia brasileira

Processo: 21/05703-6
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2021
Vigência (Término): 30 de novembro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Pesquisador responsável:Lindon Fonseca Matias
Beneficiário:Isabela Magalhães Bordignon
Instituição Sede: Instituto de Geociências (IG). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Relações de trabalho   Mapeamento geográfico   Produção do espaço   Espaço social   Desigualdades socioespaciais
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Cartografia Geográfica | Gênero | Geografia Feminista | Relações de Trabalho | Representatividade espacial | Cartografia geográfica

Resumo

A segunda metade do século XX foi bastante importante para a Geografia, para a Cartografia e para a relação existente entre as duas ciências. Em meio a uma reorganização do sistema capitalista, de revoluções tecnológicas e culturais, no contexto brasileiro surge a Geografia Crítica, como uma corrente da renovação teórico-metodológica, que se contrapunha à Geografia Tradicional e também à cartografia que era praticada até então, ao passo que produziam mapas convencionais sob um viés neopositivista. No exercício de renovar a relação entre a cartografia e essa geografia renovada, propõe-se uma Cartografia Geográfica, uma cartografia que seja capaz de propor uma representação do espaço geográfico (espaço socialmente produzido) e comprometida com a revelação das desigualdades sócio-espaciais e transformação da sociedade. Também como reflexo dos acontecimentos nas décadas finais do século XX, em especial com a "segunda onda" do movimento feminista, iniciam-se as discussões de gênero dentro das universidades, principalmente nas pesquisas em ciências sociais. Em especial, atrelada a uma nova forma de se compreender o espaço, enquanto multidimensional, complexo e não neutro, as discussões de gênero inauguraram um novo subcampo nos estudos geográficos, denominado de Geografia Feminista, ganhando destaque no Brasil somente no início do século XXI. Dessa forma, foi possível reconhecer a maneira distinta pela qual as mulheres vivenciam e produzem o espaço social, marcado pela reafirmação capitalista do patriarcado. A presente pesquisa tem por objetivo a análise da representatividade espacial das relações de trabalho e de gênero no contexto brasileiro, compreendendo quais as epistemologias têm fornecido subsídio para a produção de mapas. A metodologia a ser aplicada consiste no levantamento e revisão bibliográfica, realização de entrevistas, identificação de fontes de dados, aquisição de dados referente ao trabalho no cenário brasileiro, confluindo para a análise de como os mapas têm sido utilizados por geógrafas e geógrafos, quais as suas potencialidades e os limites enquanto um importante instrumento para a ciência geográfica na identificação das desigualdades sócio-espaciais e auxiliar no planejamento e gestão municipal, bem como na formulação de políticas públicas. (AU)

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