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Efeitos da Estimulação Periférica Repetitiva Sensitiva (EPRS) sobre a hemodinâmica cerebral em voluntários saudáveis

Processo: 21/08286-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2021
Vigência (Término): 30 de novembro de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Adriana Bastos Conforto
Beneficiário:Pedro Henrique Fonseca de Castro
Instituição-sede: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Hemodinâmica   Acidente vascular cerebral   Fluxo sanguíneo regional   Ressonância magnética funcional   Análise da randomização mendeliana

Resumo

O acidente vascular cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte e incapacidade em todo o mundo, resultando em um enorme ônus social e econômico nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Apesar do progresso significativo nos métodos de reperfusão no AVC isquêmico agudo (trombólise e trombectomia mecânica), ainda há uma grande necessidade de melhorar os resultados clínicos. Um estudo realizado com a técnica de ressonância magnética funcional (RMf) sugeriu que a Estimulação Periférica Repetitiva Sensitiva (EPRS), uma intervenção de neuromodulação não-invasiva, pode aumentar a perfusão cerebral em indivíduos saudáveis. Contudo, uso de RMf é bastante limitado devido ao alto custo, necessidade de softwares específicos para interpretação e geralmente não são disponíveis em serviços de emergência em hospitais públicos. Esse estudo visa avaliar os efeitos da EPRS sobre a perfusão cortical, objetivando analisar as possíveis mudanças hemodinâmicas nos córtices motor primário, sensorial primário e pré-motor após estimulação em indivíduos saudáveis através de métodos ópticos, os quais mostram-se como excelentes alternativas para avaliações hemodinâmicas cerebrais por serem mais acessíveis logisticamente, menos caros, seguros, não invasivos, permitem monitoramento constante e são mais fáceis e práticos de manejar. No mínimo 10 e no máximo 20 indivíduos saudáveis serão selecionados para o estudo. As duas intervenções (placebo e real) serão aplicadas no membro superior estimulado em cada sessão, com a ordem aleatoriamente definida no processo inicial de randomização e com duração de 2 horas cada. Antes e depois de cada sessão, pacientes serão submetidos à avaliação de perfusão da microvasculatura cortical através do método óptico de avaliação NIRS ("near-infrared spectroscopy"). O desfecho primário é a mudança da oxigenação cerebral e do fluxo sanguíneo cortical (nas áreas indicadas acima) detectadas através deste método óptico de avaliação. Espera-se encontrar aumento do fluxo sanguíneo nas áreas do cérebro analisadas após a estimulação periférica, indicando que EPRS teria capacidade de melhorar perfusão cerebral, podendo ser utilizado como técnica auxiliar na recuperação de pacientes com AVCi. Caso esses resultados sejam obtidos, o próximo passo será a realização de um outro estudo sobre os efeitos da EPRS no fluxo sanguíneo cerebral avaliado por métodos ópticos, na fase aguda do AVCi.(AU)

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