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Estudo da proteína espermática EPPIN como alvo para contracepção masculina: caracterização estrutural, interação proteína-proteína e potenciais mecanismos de ação.

Processo: 20/04841-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2022
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2024
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Pesquisador responsável:Erick José Ramo da Silva
Beneficiário:Noemia Aparecida Partelli Mariani
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Espermatozoides

Resumo

A EPPIN (Epididymal protease inhibitor) é um alvo farmacológico para contracepção masculina, devido ao seu papel crítico na função do espermatozoide. A EPPIN é expressa pelas células testiculares e epididimárias, e está presente na superfície dos espermatozoides humanos, onde atua inibindo a motilidade espermática após a ejaculação via interação com a proteína seminal SEMG1 (semenogelina-1). Pouco se conhece, no entanto, sobre os mecanismos pelos quais a EPPIN modula a motilidade do espermatozoide, bem como o seu papel em outras funções do trato reprodutor masculino. Nosso grupo de pesquisa tem se dedicado ao estudo da regulação da expressão, função e mecanismo de ação da EPPIN, explorando o camundongo como modelo experimental. Verificamos que a proteína do plasma seminal SVS2 (Seminal vesicle secretory protein 2), que é ortóloga à SEMG1 humana, emergiu como parceira de interação da EPPIN no espermatozoide murino. Neste projeto temos como objetivo investigar o papel da EPPIN na função do espermatozoide murino, com ênfase no seu perfil de interação com a SVS2 e potenciais mecanismos de ação no controle da motilidade espermática. Primeiramente verificaremos o perfil de expressão da EPPIN, bem como sua colocalização com a SVS2, no espermatozoide murino coletado de diferentes regiões do trato reprodutor feminino (oviducto, útero e vagina) após a cópula por ensaios de Western blot e imunofluorescência, respectivamente. Em paralelo, avaliaremos os efeitos da incubação dos espermatozoides de camundongos com anticorpos anti-EPPIN e SVS2 murina recombinante sobre os níveis de Ca2+ e pH intracelulares. Em adição, investigaremos o sítio de ligação da EPPIN e SVS2 por ensaios de AlphaScreen. Com base nesses resultados, realizaremos ensaios de ancoragem molecular usando modelos tridimensionais por homologia estrutural da EPPIN e SVS2, e analisaremos sua estabilidade por simulações de dinâmica molecular. Os resultados deste projeto contribuirão para ampliar o nosso conhecimento sobre aspectos evolutivos da EPPIN, seu papel na fertilidade masculina, bem como para o seu desenvolvimento como alvo farmacológico para controle da fertilidade masculina.

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