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Explorando a diversidade dos dinossauros do Cretáceo sul-americano e suas faunas associadas

Processo: 21/14173-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2022
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Paleozoologia
Pesquisador responsável:Max Cardoso Langer
Beneficiário:Wafa Alhalabi
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:20/07997-4 - Explorando a diversidade dos dinossauros do Cretáceo Sul-Americano e suas faunas associadas, AP.TEM
Assunto(s):América do Sul   Cretáceo   Cronoestratigrafia   Evolução   Gondwana (supercontinente)   Paleontologia de vertebrados

Resumo

O Período Cretáceo (ca. 145-66 Ma) abarca praticamente toda a segunda metade da história evolutiva dosdinossauros não-avianos no planeta, concentrando cerca de 70% do seu registro fóssil. Nessa época, adiversidade dinossauriana já se encontrava significativamente compartimentada, tanto geográfica- quantofilogeneticamente. Assim, enquanto grupos como os hadrossauros, tiranossaurídeos, anquilossauros,ornitomimossauros e marginocefálios eram dominantes nos continentes oriundos da fragmentação da Laurásia,formas como os abelissaurídeos, espinossaurídeos e titanossauros foram mais comuns em áreas gondwânicas. NaAmérica do Sul, dinossauros cretácicos são muito bem conhecidos na Argentina e em algumas partes do Brasil,como nas bacias Bauru e do Araripe. Já em outros países e regiões brasileiras os registros são mais excassos,correspondendo a importante lacuna no conhecimento sobre o grupo, especialmente no que tange ao terçonoroeste do continente. Neste projeto, propõe-se prospectar depósitos sul-americanos de idade cretácica embusca de fósseis de dinossauros e da fauna associada (especialmente de tetrápodes), desenvolver revisões decunho anatômico, paleobiológico e filogenético dos táxons-chave registrados, bem como contextualizarcronoestratigraficamente (lançando mão de datação radioisotópica U-Pb em zircão detrítico) epaleoambientalmente as camadas rochosas que os contêm. Os esforços de coleta abancarão as bacias brasileirasdo Recôncavo (na Bahia), Bauru (em São Paulo e no Paraná) e Sanfranciscana (em Minas Gerais) e depósitos deoutros países como Bolívia (Formação Cajones), Peru (Formação Fundo el Triunfo) e Uruguai (Grupo Paysandú).Ao integrar dados filogenéticos, paleobiológicos, paleoambientais e cronoestratigráficos, espera-se avançar noentendimento da história evolutiva dos dinossauros sul-americanos.

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