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Cidades Amaldiçoadas: Bruxas e Feiticeiras na Alcarría de Guadalajara entre os anos de 1527 e 1630

Processo: 20/16367-4
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2022
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Moderna e Contemporânea
Pesquisador responsável:Rui Luis Rodrigues
Beneficiário:Nara Barrozo Witzler
Instituição Sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):22/16035-7 - Cidades amaldiçoadas: bruxas e feiticeiras na Alcarría de Guadalajara entre os anos de 1527 e 1630, BE.EP.DR
Assunto(s):Feitiçaria   Espanha   Superstição
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Bruxaria | Espanha | feitiçaria | primeira modernidade | Superstição | Primeira Modernidade na Espanha

Resumo

A Primeira Modernidade foi um período de intensas transformações em todos os aspectos da sociedade. Talvez um dos fenômenos mais intrigantes vividos nesse período tenha sido a grande perseguição às bruxas, e a todos os tipos de superstições, que teve o seu auge no final do século XVI e início do século XVII. Nesse período, grandes reformas religiosas tomavam curso e a maneira como cada indivíduo deveria se relacionar com a própria religiosidade passou a ser ponto chave de debates. Impulsionados pelas reformas confessionais, o controle de si e o ato de o indivíduo espiar dentro da própria alma à procura de comportamentos indevidos mudou por completo as relações interpessoais. Nesse contexto, a Província de Guadalajara, pertencente ao Bispado de Cuenca no Reino de Castela, vivia o auge dessas transformações. Após o Concílio de Trento, diversos padres e bispos reformistas encontraram na região práticas e crenças, por diversas vezes vindas do próprio clero, que pouco tinham a ver com as doutrinas impostas pelo catolicismo, sendo que diversas delas seguramente seriam tratadas como práticas supersticiosas. Essa pesquisa, portanto, possui o intuito de estudar dezesseis processos tanto inquisitoriais quanto do Tribunal Eclesiástico de Cuenca relacionados a práticas supersticiosas, com enfoque nos casos julgados por bruxaria e feitiçaria, levados a cabo na Província de Guadalajara entre os séculos XVI e XVII. Debruçando-nos sobre um caso particular de uma pequena, porém importante região, esperamos com essa pesquisa contribuir para os avanços nos estudos acerca do fenômeno da bruxaria e uma compreensão maior destes eventos.

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