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Para além de corpos dóceis e biopolítica: a punição em Michel Foucault

Processo: 21/14729-9
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2022
Vigência (Término): 31 de agosto de 2024
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Marcos César Alvarez
Beneficiário:Jade Gonçalves Roque
Instituição Sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07923-7 - Núcleo de Estudos da Violência - NEV/USP, AP.CEPID
Bolsa(s) vinculada(s):23/02127-0 - Punição em meio ao nascimento do poder: os cursos de Foucault no Collège de France entre 1970 e 1973, BE.EP.MS
Assunto(s):Teoria social   Sociologia da punição   Punição   Michel Foucault
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Michel Foucault | Punição | Sociologia da Punição | teoria social | Sociologia da Punição

Resumo

Ao longo de pelo menos três décadas, a sociologia da punição tem investigado as potencialidades da contribuição foucaultiana para a resolução de suas inquietações. Apesar de Michel Foucault aparecer como um nome incontornável para a área, não há consenso sobre a apropriação de seu trabalho entre os especialistas. Apresentam-se, sobretudo, três grandes tendências: a de classificar a obra de Foucault como inadequada ou ultrapassada para o estudo da punição contemporânea (Garland, 1990; Smith, 2008; Hallsworth, 2000; 2002; Wacquant, 2009; Pratt, 1993; Spierenburg, 2004); a de propor uma incorporação pela via da analítica de governo (Simon, 2007; Minhoto, 2015; Lemos, 2018; Reis, 2020); e, finalmente, a que admite que os vários momentos da contribuição de Foucault ainda podem ser explorados e, assim, oferecer insights à sociologia da punição (Alvarez, 2015; Koerner, 2006; Salla, 2000; Borch, 2015). A partir da leitura dos textos de Michel Foucault sobre o tema da punição publicados entre os anos 1971 e 1984, o objetivo da presente pesquisa é realizar uma reconstrução e interpretação sistemáticas do problema na obra do autor, para então trazer à luz o sentido mais geral de uma análise foucaultiana da punição. Nossa hipótese é que a discussão em questão é precursora de uma virada em direção à subjetividade na obra de Foucault, por se relacionar intimamente à concepção do poder como força produtora de relações sociais não apenas por meio do estabelecimento de corpos dóceis ou de técnicas de governo, como já é amplamente reconhecido, mas também por meio da forja de modos de subjetivação organizados por operações de exclusão. (AU)

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