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Epistemologias dissonantes em crítica genética

Processo: 21/09327-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2022
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2023
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literaturas Estrangeiras Modernas
Pesquisador responsável:Claudia Consuelo Amigo Pino
Beneficiário:Giovani Tridapalli Kurz
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Crítica genética   Literatura francesa   Teoria literária

Resumo

Uma compreensão competente da história da crítica genética deriva de um retorno anterior à sua institucionalização; deve-se recuar a muito antes da fundação do ITEM, em 1982, e mesmo ao início dos trabalhos com os manuscritos de Heinrich Heine, em 1968. É necessário, de modo a se desenvolver uma percepção diacrônica e aprofundada do campo de pesquisa, recuperar as percepções sobre criação literária que germinam ao menos desde os séculos XVIII e XIX. Sabe-se hoje, além disso, que a história da crítica genética na América Latina não é posterior, mas concorrente a seu desenvolvimento em território francês. O objetivo inicial desta pesquisa é, nessa direção, sistematizar os trabalhos de pesquisa genética desenvolvidos em âmbito latino-americano desde 1985, levando em conta a mesma necessidade de recuo que um olhar à genética francesa exige. Em seguida, busca-se o cotejo de tais trabalhos com o cânone genético francês, de modo a se destacar as diferenças epistemológicas que regem tanto o ímpeto criativo quanto o gesto crítico em cada um dos contextos. É deste cotejo que surgirá com maior clareza a diferença entre as duas concepções da crítica genética, o que possibilitará a maior autonomização de cada uma delas. Parte-se fundamentalmente da hipótese de que a aplicação da crítica genética europeia aos documentos de processo não-europeus provoca uma leitura disjuntiva, e que uma teoria desenvolvida com base em pressupostos locais poderia ser mais adequada a esse movimento crítico. Retomam- se, de modo a se desenvolver uma sistematização que dê conta da gênese e da diferença entre as duas epistemes, autores como L. Hay, A. Grésillon, P.-M. de Biasi, P. Willemart, É. Lois, Cecilia A. Salles, Claudia A. Pino, G. Goldchluk, W. Mignolo e E. Dussel.

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