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A crítica da política dos direitos do homem de Marcel Gauchet e Pierre Manent no contexto das reflexões dos fundadores do Instituto Raymond Aron: as relações entre liberalismo e política

Processo: 21/13308-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2022
Vigência (Término): 31 de outubro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - Ética
Pesquisador responsável:Luiz Damon Santos Moutinho
Beneficiário:Felipe Freller
Supervisor no Exterior: Philippe Urfalino
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Local de pesquisa: École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), França  
Vinculado à bolsa:21/03135-0 - Da crítica do totalitarismo à redescoberta do liberalismo: uma investigação sobre os usos teóricos e políticos da tradição liberal pela escola francesa do político, BP.PD
Assunto(s):Democracia   Direitos humanos   Liberalismo   Totalitarismo

Resumo

O pensamento político francês contemporâneo é fortemente influenciado pelas críticas do totalitarismo formuladas na década de 1970. No ambiente intelectual marcado por essa temática, François Furet lidera, a partir de 1977, um grupo de estudos na École des Hautes Études en Sciences Sociales que reúne, entre outros, Claude Lefort, Cornelius Castoriadis, Marcel Gauchet, Pierre Manent e Pierre Rosanvallon, resultando na fundação do Instituto Raymond Aron, em 1984. Apesar do ponto de partida comum constituído pela crítica do totalitarismo, pelo primado do político e pela redescoberta dos clássicos liberais, divergências importantes sobre o estatuto filosófico e político dos direitos humanos manifestam-se no interior desse grupo ao menos desde o início dos anos 1980. Gauchet e Manent se destacam nessa controvérsia, ao criticar a tentativa de Lefort de fundar uma política democrática sobre os direitos do homem. O objetivo deste projeto de pesquisa é propor uma nova interpretação dessa crítica da política dos direitos humanos, situando-a nas discussões do grupo fundador do Instituto Raymond Aron nas décadas de 1970 e 1980. Nossa hipótese é que a crítica dos direitos do homem de Gauchet e Manent pode ser interpretada como um prolongamento da crítica de Rosanvallon ao "liberalismo utópico". Contudo, ao passo que Rosanvallon critica o liberalismo fundado sobre o modelo do mercado, ao mesmo tempo em que valoriza o liberalismo fundado sobre a defesa dos direitos do homem, Gauchet e Manent julgam que o modelo dos direitos humanos é tão despolitizante quanto o do mercado. Trata-se de colocar as relações entre liberalismo e política no centro da investigação, colocando em questão o caráter despolitizante do liberalismo para Gauchet e Manent.

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