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O negreiro à frente do teatro: José Bernardino de Sá na direção do Theatro Imperial São Pedro de Alcântara (1845-1851)

Processo: 21/03693-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2022
Vigência (Término): 31 de março de 2024
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Iris Kantor
Beneficiário:Mariana França Soutto Mayor
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):História do Brasil Império   Teatro   Escravidão   Relações de trabalho   Comércio negreiro   Rio de Janeiro   Século XIX

Resumo

Este trabalho pretende investigar as relações entre as práticas teatrais e escravismo na primeira metade do século XIX, focando na condição social de artistas libertos e escravizados. Para tanto, a pesquisa partirá da trajetória de José Bernardino de Sá, considerado um dos maiores negreiros do Brasil Império, como diretor do Theatro São Pedro de Alcântara, no Rio de Janeiro, entre os anos de 1845 a 1851. A investigação testará a hipótese de que houve uma mudança estrutural no mercado de trabalho teatral, entre o final do século XVIII e o início do século XIX, no Rio de Janeiro: se durante o período colonial e na primeira década do século XIX, a maioria dos artistas eram negros e mestiços, libertos e escravizados, com a chegada da família real e a inauguração do Theatro S. Pedro, em 1813, há uma reorganização do trabalho teatral, com a contratação de atores e atrizes europeus. Tal transformação nas relações de trabalho das artes da cena, incidiu sobre as formas de teatralidade - tanto no palco do teatro São Pedro, quanto fora dele, às margens da cidade. Ou seja, parte-se da conjectura de que a mudança nas formas artísticas pode revelar também um trânsito entre o que era representado no Teatro Imperial e práticas populares organizadas em espaços públicos. Diante do processo de mutação em curso, a pesquisa investigará até que ponto a trajetória do negreiro pode ser relacionada com este novo cenário, e de que forma incidiu sobre as formas teatrais no período de sua administração, conectando-a com a história do próprio teatro, seus artistas e relações de trabalho, assim como com o processo jurídico de abolição do tráfico negreiro, que culmina na Lei Eusébio de Queirós, de 1850. (AU)

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