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Ação imunomoduladora da própolis sobre monócitos de gestantes portadoras de pré-eclâmpsia e células endoteliais de veia umbilical humana (HUVEC)

Processo: 20/14639-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2022
Vigência (Término): 31 de março de 2024
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Etnofarmacologia
Pesquisador responsável:José Maurício Sforcin
Beneficiário:Vanessa Rocha Ribeiro Vasques
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/04138-8 - Realização de estudos químicos, analíticos, biológicos, farmacológicos e tecnológicos para preenchimento das lacunas no desenvolvimento do setor de própolis brasileiro, AP.TEM
Assunto(s):Apiterapia   Monócitos   Pré-eclâmpsia   Própolis

Resumo

Dados da literatura demonstram que a pré-eclâmpsia (PE) é uma importante síndrome da gestação, decorrente de uma inflamação estéril. Os fatores endógenos desencadeantes são conhecidos como padrões moleculares associados ao dano (DAMPs), tais como Hsp70 e HMGB1. A liberação de DAMPs associada ao estresse oxidativo, demonstrado pela ativação de monócitos, elevada produção de citocinas pró-inflamatórias, radicais livres, moléculas de adesão e diminuição dos antioxidantes, podem causar as alterações endoteliais, características dessa síndrome. Assim, o estudo de agentes que possam modular o estado inflamatório dessas gestantes necessita de maiores investigações. Neste contexto, a própolis é um produto apícola com inúmeras propriedades farmacológicas, destacando sua ação imunomoduladora e anti-inflamatória. O objetivo desse trabalho é analisar a ação da própolis sobre a inflamação estéril e disfunção endotelial, através do tratamento in vitro de monócitos obtidos das gestantes pré-eclâmpticas e células endoteliais de veia umbilical humana (HUVEC). As HUVEC serão cultivadas na presença ou ausência de plasma de gestantes com PE, HMGB1 e Hsp70, e monócitos obtidos de 32 gestantes, sendo 16 com PE precoce e 16 com PE tardia serão tratados na presença ou ausência das nanopartículas contendo a própolis. Os níveis de HMGB1, Hsp70 e MCP-1 serão determinados no plasma das gestantes por ensaios imunoenzimáticos. A análise da expressão de ICAM-1, VCAM-1, MCP-1, E-selectina, endotelina1, endoglina, VEGFR1, VEGFR2 será avaliada na HUVEC, enquanto as vias de sinalização ERK1/2 e NF-kB e as citocinas intracitoplasmáticas IL-1, IL-6, IL-8, IL-10, IL-12, TNF-alfa serão avaliadas tanto nas HUVEC como nos monócitos, por citometria de fluxo. A dosagem da TOS, TAS e HO-1 será determinada no sobrenadante dos monócitos e sFlt1, sENG e VEGF no sobrenadante das HUVEC, através de kits comercias. Biomarcadores de disfunção endoteliais serão avaliados em HUVEC por imunofluorescência. Os resultados serão analisados por meio de testes paramétricos ou não-paramétricos com nível de significância de 5%. Os dados obtidos poderão culminar em nova abordagem terapêutica para melhorar o prognóstico materno e fetal.

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