| Processo: | 21/12077-4 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2022 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2026 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - História - História da América |
| Pesquisador responsável: | Camila Loureiro Dias |
| Beneficiário: | Victor André Costa da Silva |
| Instituição Sede: | Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 24/01931-2 - Para além da guerra e do extermínio nas Capitanias do Norte: deslocamentos forçados dos indígenas pela perspectiva etnohistórica (1680-1720), BE.EP.DR 22/12095-5 - Desnaturalização dos povos indígenas em tempos de guerra justa nas Capitanias do Norte (c.1680-1755), BE.EP.DR |
| Assunto(s): | Período Colonial (1500-1822) |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Capitanias do Norte | Desnaturalização | guerra justa | História do Brasil Colônia |
Resumo O presente projeto de pesquisa visa compreender a conformação e a utilização da prática da "desnaturalização" de índios, mencionada nos discursos produzidos por agentes da Coroa portuguesa, especialmente entre 1680 e 1755, no contexto das guerras justas nas Capitanias do Norte - espaços que neste período estiveram associados à chamada Guerra dos Bárbaros. Na prática, percebe-se que a desnaturalização implicava a retirada de índios cativos resultantes de guerras justas da jurisdição da Capitania à qual estavam submetidos para serem remetidos à de outra Capitania, configurando deslocamentos compulsórios. Todavia, a desnaturalização não consta explicitamente nas leis régias como uma medida aceitável, além disso, ela é posta em prática mesmo após a determinação real de liberdade irrestrita dos índios constante na lei de 1680. Logo, objetiva-se, principalmente, compreender as tensões existentes entre as normas e a prática dessa ação na colônia com relação às tentativas de domínio dos povos indígenas. A desnaturalização tornou-se evidente em documentos jurídicos e administrativos, como nos termos da Junta das Missões de Pernambuco e em consultas do Conselho Ultramarino, principais fontes que compõem o corpus documental dessa pesquisa. Especialmente por meio do cruzamento de informações oriundas dessas fontes somada a uma discussão bibliográfica específica, pretende-se fomentar o debate acerca da legislação indigenista do período colonial e suas nuances. Nesse sentido, almeja-se com a pesquisa, contribuir diretamente com o diálogo entre pesquisadores das áreas de história indígena, do Brasil colonial e da América. (AU) | |
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