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Desfechos metabólicos induzidos por mutações nas FADS de populações humanas, transpostas a sistemas celulares

Processo: 22/00542-7
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 12 de agosto de 2022
Vigência (Término): 11 de agosto de 2023
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Pesquisador responsável:Dennys Esper Corrêa Cintra
Beneficiário:Dennys Esper Corrêa Cintra
Anfitrião: Rasmus Nielsen
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Limeira , SP, Brasil
Local de pesquisa: University of California, Berkeley (UC Berkeley), Estados Unidos  
Assunto(s):Metabolismo dos lipídeos   Ácidos graxos ômega-3   Ácidos graxos ômega-6   Cultura de células   Nutrigenômica   Polimorfismo genético   População

Resumo

Ácidos graxos ômega-3 (É3) e ômega-6 (É6) são essenciais para mamíferos e necessitam ser adquiridos a partir da alimentação. Nos óleos vegetais, o É6 e o É3 são encontrados como o ácido linoleico (C18:2) e alfa-linolênico (C18:3), respectivamente. Ambos os ácidos graxos podem ser endogenamente bioconvertidos em espécies mais longas e biologicamente ativas, como o ácido araquidônico (C20:4 [É6]) e eicosapentaenoico (C20:5 [É3]) e docosahexaenóico (C22:6 [É3]). Esses processos são dependentes das enzimas delta-5 e delta-6 dessaturases, respectivamente codificadas pelos genes FADS1 e FADS2 (do inglês fatty acid desaturase1/2). Mutações nesses genes podem impactar positiva ou negativamente essas rotas bioquímicas. Diversos polimorfismos (SNPs) na FADS1 e FADS2 têm sido descritos e encontrados em populações por todo o planeta, entretanto, ocorrem de maneira específica quando sob pressão ambiental. No Sul da Ásia, um SNP ancestral na FADS2 aumentou os ácidos graxos de cadeia longa, adaptando melhor essa população às dietas vegetarianas, enquanto os Inuits da Groenlândia foram adaptados a sobreviver sob temperaturas extremamente baixas, com uma FADS2 menos funcional. A alta incidência de SNPs sobre os genes das FADS desde o início da trajetória migratória humana na terra tem sido considerada como uma significante "assinatura" genética de adaptação. Assim, este projeto tem como objetivo transpor mutações humanas evidenciadas nos genes da FADS1 e FADS2 à modelos celulares, a fim de tentar compreender, medir e confirmar os possíveis desfechos. (AU)

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