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O romance pós-ditatorial contemporâneo brasileiro: entre a ficção, o mercado e a política

Processo: 22/01405-3
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2022
Vigência (Término): 31 de julho de 2023
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Brasileira
Pesquisador responsável:Rejane Cristina Rocha
Beneficiário:Júlia de Mello Silva Oliveira
Supervisor no Exterior: Leila Lehnen
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Local de pesquisa: Brown University, Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:19/03937-0 - (Des)controle do imaginário: o regime militar como lastro das ficções de Micheliny Verunschk e Joca Reiners Terron, BP.DR
Assunto(s):História da literatura   Romance   Mercado editorial   Democracia   Capitalismo   Política do Brasil

Resumo

A produção literária brasileira recente se dá em um contexto nacional de crise democrática inserta em contexto global de capitalismo progressivo. Nessa conjuntura ocorre o boom do romance pós-ditatorial contemporâneo, que emerge em 2014 (cinquentenário do golpe de 1964) e se consolida em 2016 (ano do golpe contra a presidente Dilma Rousseff). Esse romance é fruto, portanto, de uma dinâmica de mercado constituída por essas marcas neoliberais e neoautoritárias, sobretudo monetariamente. Esse contexto não é um hiato na história brasileira, mas acúmulo de sedimentos históricos passados, cujo ponto alto foi o regime militar de 1964. O objetivo desta proposta, portanto, é circunscrever índices possíveis que construam explicações em torno das relações e influências mútuas entre literatura, democracia e mercado editorial, ou seja, evidenciar como os discursos que sustentam a política brasileira dos últimos anos e a política econômica global conformam o mercado editorial do romance pós-ditatorial contemporâneo, sendo a relação da fragilização democrática brasileira e a (hiper)globalização neoliberal com a ficção contemporânea grandes temas a sustentarem o projeto de pesquisa de Leila Lehnen. Por isso, nossa hipótese é a de que a dinâmica de publicações do romance pós-ditatorial contemporâneo funciona a partir de um "controle do imaginário" (COSTA LIMA, 2007; 2009) mercadológico-midiático a embasar o que, pelas leituras de Lehnen, chamamos de violência monetária, sendo esta resultante de um contexto econômico global e de política nacional determinada, ambos absortos no mercado editorial enquanto "instituição discursiva" (SALGADO, 2016). (AU)

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