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Vidas nos Sertões: redes comerciais do Planalto Central de Angola - século XIX

Processo: 21/09791-7
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2022
Vigência (Término): 31 de julho de 2025
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Moderna e Contemporânea
Pesquisador responsável:Lucilene Reginaldo
Beneficiário:Ivan Sicca Gonçalves
Instituição Sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):África Central   História da África
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:África Central | Angola Colonial | Comércio Lícito | História Atlântica | História do Comércio | Luso-Africanos | História da África

Resumo

A região que hoje conhecemos por Angola passou por profundas transformações políticas, econômicas e sociais ao longo do século XIX. Nesse período, o tráfico atlântico de escravos atingiu o seu ápice, assim como a sua proibição e posterior substituição pela exportação de gêneros coloniais, como o café, marfim e borracha, sempre se baseando em um robusto crescimento do comércio de longa distância. Os chamados sertanejos, de origem europeia, africana ou americana, foram por muito tempo os protagonistas dos novos empreendimentos, montando grandes caravanas que atravessavam o interior do continente em busca das mercadorias demandadas tanto pelos comerciantes do litoral, quanto pelos chefes no interior. Essa pesquisa pretende investigar os sertanejos a partir de trajetórias individuais e coletivas, com destaque às redes que se organizavam em torno do Planalto Central de Angola, em especial na corte do reino do Bié, e que conectavam essa região com a costa atlântica e com regiões distantes no interior, como o Alto Zambeze. Para entender suas escolhas e estratégias comerciais, focalizarei nos esforços de integração política e social desses sujeitos, tanto nas redes mercantis coloniais do litoral, quanto entre as elites africanas do interior. Aprofundar o conhecimento sobre essas trajetórias permitirá deslocar o foco de análise da costa para o interior do continente, contribuindo para avaliar os impactos mútuos entre processos globais e as dinâmicas regionais.

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