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Repartição de nicho, comportamento alimentar e paleoecologia dos Caimaníneos (Crocodyliformes, Crocodylia) do Mioceno da América do Sul a partir da análise de elementos finitos

Processo: 21/02199-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2022
Vigência (Término): 31 de maio de 2024
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Paleozoologia
Pesquisador responsável:Felipe Chinaglia Montefeltro
Beneficiário:Giovanne Mendes Cidade
Instituição-sede: Faculdade de Engenharia (FEIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Ilha Solteira. Ilha Solteira , SP, Brasil
Assunto(s):Paleontologia de vertebrados   Paleoecologia   Comportamento alimentar   Fósseis vertebrados   Morfologia animal   Mioceno   América do Sul   Método dos elementos finitos

Resumo

Os crocodilianos Alligatoroideos fósseis do grupo Caimaninae do Mioceno da América do Sul possuem a maior diversidade taxonômica e disparidade morfológica entre os crocodilformes do continente durante o Cenozoico, considerando formas fósseis e viventes. Este registro inclui formas fósseis associadas a gêneros viventes, como Caiman e Melanosuchus, e gêneros fósseis similares a estes por serem formas de pequeno a médio porte de presumido hábito generalista (Acresuchus e Eocaiman). Porém, o aspecto mais notável dos Caimaníneos do Mioceno Sul-Americano são formas extintas que poderiam ocupar nichos ecológicos não encontrados entre os atuais. Um destes é o de potencial predador durófago, assinalado a formas como Gnatusuchus, Globidentosuchus e C. brevirostris. Outro seria o de predador de topo gigante, o qual seria ocupado por Purussaurus, que possui estimativas de comprimento total do corpo ao redor de 12,5 metros. E outro possível nicho ecológico é o potencialmente representado por Mourasuchus, que possui um crânio alongado ântero-posteriormente, largo látero-medialmente e comprimido dorso-ventralmente, e que cujos hábitos alimentares têm sido alvo de várias hipóteses, com a maioria destas diferindo do comportamento de predador ativo mais exercida por formas atuais. Neste sentido, os Caimaníneos fósseis do Mioceno da América do Sul apresentam uma grande diversidade taxonômica e disparidade morfológica que sugerem uma notável repartição de nichos entre seus táxons. Porém, a grande maioria das hipóteses sobre os comportamentos alimentares destes táxons nunca foram testadas a partir de uma metodologia empírica formal, o que faz com que não haja uma compreensão sobre como se estruturava a possível repartição de nichos ecológicos entre estas formas. Isto representa uma lacuna importante no nosso conhecimento sobre estes táxons, cujo preenchimento corresponde ao objetivo principal deste projeto. Abordagens empíricas possuem grande importância, pois podem efetivamente elucidar quais são os fatores morfológicos responsáveis pelo comportamento alimentar e ecológico desses táxons e esclarecer quais fatores morfológicos e ecológicos podem ter permitido a repartição de nicho entre os integrantes desta fauna. Portanto, o projeto realizará as abordagens empíricas que melhor podem elucidar os comportamentos alimentares de importantes integrantes da fauna de Caimaníneos fósseis do Mioceno da América do Sul e determinar com segurança como se deu a repartição de nichos ecológicos entre estes táxons. Estas análises serão realizadas com um representante de cada possível nicho ecológico: predador de topo gigante (Purussaurus); predador por engolfamento (Mourasuchus); predador generalista (Acresuchus); e durófago (C. brevirostris). As abordagens também serão realizadas com Caimaníneos viventes (C. latirostris e Melanosuchus niger) para comparação. As análises constituem-se, primeiramente, na descrição da musculatura e estruturas associadas da câmara adutora relacionadas com aspectos importantes do comportamento alimentar como o grau máximo de abertura da mandíbula, a qual fornecerá informações sobre possíveis presas de cada táxon. Posteriormente, tanto a musculatura reconstruída da câmara adutora quanto tomografias computadorizadas de crânios e mandíbulas permitirão a produção de modelos computacionais para a performance da Análise de Elementos Finitos (FEA), que permite elucidar outros aspectos importantes do comportamento alimentar, como estimativas de força de mordida. Desta maneira, a aplicação destas técnicas, em conjunto, fornecerá a abordagem empírica necessária para responder à pergunta principal do projeto. A FEA também será empregada para elucidar outro aspecto da paleoecologia dos Caimaníneos fósseis sul-americanos: esclarecer as possíveis funções das eminências hipertrofiadas ("chifres") presentes em Acresuchus e Mourasuchus. Nesta abordagem, as análises também serão feitas em espécies atuais de Crocodylus que possuem esta estrutura. (AU)

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