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O alto consumo de etanol parental pós-púbere sobre o desenvolvimento, inflamação e expressão proteica e gênica da mama e ovário da prole feminina não exposta

Processo: 22/04900-5
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de maio de 2022
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Francisco Eduardo Martinez
Beneficiário:Beatriz da Costa Leme
Instituição Sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:21/00716-2 - O alto consumo de etanol parental pós-púbere sobre o desenvolvimento, inflamação e expressão proteica e gênica da mama e ovário da prole feminina não exposta, AP.R
Assunto(s):Desenvolvimento   Etanol   Mama   Ovário   Reprodução   Prole
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:desenvolvimento | Etanol | mama | Ovário | preconcepção | prole | Reprodução

Resumo

Introdução: A influência parental sobre os descendentes se inicia antes da concepção, portanto, a mãe e o pai são decisivos no desenvolvimento, nas alterações fenotípicas e na gênese de doenças na prole. Nosso grupo relatou que a exposição alcoólica parental, antes da concepção, prejudica o desenvolvimento da prole feminina e masculina, sendo os mecanismos envolvidos menos evidentes nas fêmeas. O uso e o aumento do etanol precoce entre os jovens com prejuízos à prole feminina retornam ao debate das políticas públicas. Dessa forma, avaliaremos se o consumo de quantidade alta de etanol pós-púbere parental interfere no desenvolvimento, no estresse oxidativo, na inflamação e na expressão proteica global e gênica do ovário e mama e qual a contribuição materna, paterna ou de ambos. Nossos resultados contribuirão na conscientização do uso do etanol precoce para as futuras gerações e, na prole feminina, auxiliarão de forma translacional em métodos e cuidados preventivos. Material e métodos: 40 casais de ratos da variedade UChB, consumidores voluntários de alta quantidade de etanol (> 2g / kg / dia), serão distribuídos em quatro grupos (n = 10 casais / grupo): controle (C), alimentados com ração e água; etanol (E), alimentados com ração, água e acesso livre ao etanol por machos e fêmeas; mães expostas ao etanol (ME), alimentados com ração e água, sendo o acesso ao etanol exclusivo das fêmeas, e pais expostos ao etanol (PE), alimentados com ração e água, sendo o acesso ao etanol exclusivo dos machos. Os animais com acesso ao etanol receberão uma garrafa de etanol a 10% do dia pós-natal (DPN) 65 ao 80, com retirada após esse período. Apenas os animais com ingestão de etanol > 2g / kg / dia seguirão no experimento. O acasalamento ocorrerá a partir do DPN 100. Após a prenhez, as mães serão monitoradas. No nascimento da prole, a descendência feminina será monitorada, sendo dividida em quatro fases para análises: juvenil (DPN 30), púbere (DPN 50), adulta (DPN 150) e adulta tardio (DPN 300), totalizando 10 fêmeas / fase / grupo. Os ovários e as mamas serão coletados, pesados e armazenados. O peso uterino e das gorduras retroperitoneal, visceral e ovárica serão anotados. Para cada fase analisada, cinco ratas terão a mama direita coletada para a montagem total. Para verificar o funcionamento e desenvolvimento ovariano e mamário, ER-±, RP e IGFR-1 serão analisados por imunohistoquímica e Western blot. A proliferação e apoptose celular será avaliada por Ki-67 e TUNEL, respectivamente. A concentração ovariana de hormônios reprodutivos (17-² estradiol e progesterona) e os mediadores pró-inflamatórios (IL-1², IL-6 e TNF-±) no ovário e na mama serão analisados por imunoensaios. Para o estresse oxidativo, serão avaliadas as atividades da superóxido dismutase, glutationa reduzida, catalase e hidroperóxido de lipídio. Uma fase será escolhida para a avaliação da expressão proteica por espectrometria de massas (LC-Ms/Ms). Os genes de interesse para avaliação da expressão gênica mamária por RT-qPCR serão selecionados a partir dos resultados obtidos pela proteômica.

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